Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Banco Central mantém Selic e sinaliza possíveis cortes a partir de março

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (2), reforçando a postura de cautela diante da incerteza econômica. Apesar de sinalizar que a política monetária permanecerá no nível atual por um período prolongado, o BC abriu espaço para uma eventual redução dos juros a partir de março, condicionada à continuidade da desaceleração inflacionária.

Sinais mistos e opções futuras na condução da política monetária

O comunicado do BC reforçou a preferência por manter a taxa de juros estável, mas deixou claro que as decisões futuras dependem da evolução dos dados macroeconômicos. O presidente do banco, Gabriel Galípolo, ressaltou que o cenário atual exige atenção e que a estratégia de manter a taxa elevada por período prolongado pode ser revista conforme a confirmação de sinais de controle inflacionário.

Alterações sutis no texto indicam possíveis nuances

Luciano Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, destacou pequenas mudanças na comunicação oficial, como a redução da projeção de inflação de 3,3% para 3,2% para 2027, além da troca da palavra “suficiente” por “adequada”, o que pode refletir uma maior flexibilidade. Segundo Leal, a ausência de uma sinalização explícita para corte imediato sugere que o início do ciclo de redução deve ocorrer apenas em março, com possibilidade de ajustes na estratégia conforme o andamento dos indicadores econômicos.

Expectativa de início de cortes em março

Especialistas avaliam que o cenário atual aponta para o início de uma flexibilização na política monetária a partir de março, com previsão de redução sucessiva dos juros até atingir 12% ao final de 2024. O economista Danilo Passos, da WHG, afirmou que, apesar do tom mais conservador, o ritmo de cortes deverá ser de cerca de meio ponto percentual por reunião, dependendo da desaceleração da atividade econômica e da expectativa de inflação.

Cenário de inflação e evolução de expectativas

Pela manhã, o IBGE divulgou que o IPCA — índice oficial de inflação — ficou em 0,18% em novembro, cumprindo a meta de 4,5% para os últimos 12 meses. Ainda assim, o BC projeta que a inflação para o segundo trimestre de 2027 estará em 3,2%, dentro do intervalo de tolerância.

Segundo a estrategista-chefe da Warren Investimentos, Luis Felipe Vital, para que o corte ocorra de forma consistente em janeiro, será necessário que os dirigentes reforcem discursos de cautela e adotem uma postura de paciência até que diversos indicadores facilitem a confiança na convergência da inflação à meta. Ele destacou que, até lá, a manutenção da taxa de juros elevadas continuará sendo uma estratégia importante para garantir esse alinhamento.

Fatores que influenciam a decisão futura

O comunicado do BC reforçou que o cenário de elevada incerteza exige atenção redobrada e que a estratégia de manter a taxa de juros em patamar elevado por período prolongado permanece adequada. O Banco Central indicou que há espaço para ajustes nos passos futuros, incluindo a possibilidade de retomar o ciclo de aperto monetário se necessário.

Segundo a Omar, a condição econômica atual, aliada ao avanço gradual na convergência da inflação, mantém as expectativas de que os cortes começarão em março, com impacto positivo na atividade econômica e na inflação de curto prazo.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, indicou cautela na condução da política monetária

Apesar da incerteza, o cenário macro aponta para uma retomada gradual do ciclo de cortes, apoiada por dados de inflação controlada e expectativas alinhadas às metas de 2027. A trajetória futura da política monetária dependerá do andamento dos indicadores econômicos e das declarações dos dirigentes do BC nos próximos meses.

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