Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Argentina emite títulos em dólar após quase oito anos

Na quarta-feira (10), a Argentina anunciou a primeira emissão de títulos em dólares em quase oito anos, conseguindo captar US$ 1 bilhão com uma taxa anual de 9,26%. A operação, que ocorreu sob legislação local, representa um passo importante na retomada do país aos mercados internacionais de crédito em moeda estrangeira, segundo a equipe do ministro da Economia, Luis Caputo.

Contexto da emissão e desafios do mercado

A taxa fixada na licitação refletiu o histórico de crédito do país, marcado por nove calotes anteriores, além das dúvidas de investidores quanto às reservas internacionais argentinas. Apesar das dificuldades, o governo conseguiu oferecer um rendimento superior ao de títulos emitidos recentemente por empresas e províncias brasileiras, muitas sob jurisdição de Nova York, que apresentaram rendimentos menores.

Reação do mercado e oferta

A Secretaria de Finanças divulgou que recebeu ofertas de US$ 1,4 bilhão de um total de 2.693 investidores para o título denominado Bonar29, com vencimento em 30 de novembro de 2029 e cupom anual de 6,5%. “O rendimento ao preço de corte resultou em uma taxa anual de 9,26%, equivalente a um diferencial de 550 pontos-base acima dos títulos do Tesouro dos EUA de mesma duração”, explicou a secretaria em comunicado.

De acordo com o órgão, essa taxa demonstra a confiança dos investidores na melhora dos fundamentos econômicos do país, bem como o valor atribuído à estrutura de mercado, que prevê amortização integral no vencimento.

Destinação dos recursos e próximos passos

Os recursos arrecadados serão utilizados para pagar parte dos títulos que vencem em 9 de janeiro de 2026, correspondentes a aproximadamente US$ 1,2 bilhão, incluindo os papéis AL30 e AL29. A Argentina enfrenta uma dívida total de cerca de US$ 4,2 bilhões com detentores de títulos sob legislações local e estrangeira na mesma data.

Parte do restante será coberta com um crédito concedido por bancos internacionais e outra alternativa, que será anunciada nos próximos dias, afirmou Caputo. A operação marca uma tentativa de reabertura do mercado de títulos internacionais, após quase oito anos sem emissão de dívida em dólar desde 2018, sob a gestão de Luis Caputo como ministro das Finanças de Mauricio Macri.

Histórico da emissão e comparação

A última emissão de títulos em dólares pela Argentina ocorreu em 2018, com US$ 9 bilhões em três títulos com vencimentos de 5, 10 e 30 anos, cujos juros variaram entre 4,625% e 6,95%. Na ocasião, destacava-se o feito como “as menores taxas da história” para títulos em dólar no mercado internacional, embora atualmente o risco-país argentino supere os 600 pontos-base, comparado aos 350 pontos-base de 2018.

Perspectivas futuras

Especialistas avaliam que a recente emissão sinaliza uma melhora na percepção de risco do mercado financeiro em relação à Argentina, apesar das incertezas econômicas. A iniciativa deve ajudar o país a consolidar sua presença nos mercados internacionais e facilitar futuras captações.

Para acompanhar a evolução da economia argentina e possíveis próximas emissões, consulte o fonte oficial.

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