Brasil, 31 de dezembro de 2025
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Militares da OTAN em alerta na Polônia após ataques russos

Em resposta aos mais recentes ataques aéreos da Rússia na Ucrânia, caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foram acionados na Polônia, e sistemas de defesa aérea foram colocados em estado de alerta. A informação foi confirmada pelo Comando Operacional das Forças Armadas em Varsóvia em uma série de postagens nas redes sociais.

Reação imediata da Polônia e da OTAN

De acordo com o comando, “caças foram acionados e os sistemas de defesa aérea baseados em solo, assim como os sistemas de reconhecimento por radar, foram colocados em estado de prontidão”. Estas ações têm caráter preventivo e visam assegurar a proteção do espaço aéreo, especialmente nas áreas adjacentes às regiões ameaçadas. A alerta durou cerca de quatro horas, após as quais os aviões e sistemas de defesa retornaram às suas atividades operacionais padrão. Nenhuma violação do espaço aéreo polonês foi observada, conforme comentou o comando em um post subsequente.

Caça F-16 da Força Aérea da Polônia em exercício NATO Tiger Meet

Os militares da Espanha e da República Tcheca também participaram da resposta, assim como sistemas de defesa aérea da Alemanha e da Holanda, demonstrando a cooperação entre os aliados da OTAN.

Os ataques russos à Ucrânia

Conforme informado pela força aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 653 drones e 51 mísseis, sendo 17 deles mísseis balísticos, durante a noite. A força aérea relatou que 585 drones e 30 mísseis foram derrubados ou neutralizados. Os impactos das aeronaves foram registrados em 29 localidades do país. Este ataque, que utilizou 704 armas aéreas, representa o maior bombardeio noturno da Rússia desde 29 de outubro, quando 705 munições foram lançadas.

O maior ataque da guerra até o momento ocorreu na noite de 6 de setembro, envolvendo 823 veículos de ataque aéreo. O ataque mais recente é apenas o quarto desde o início da invasão em que o número de veículos de ataque superou 700.

Localização do ataque em Novi Petrivtsi, Ucrânia, durante bombardeios russos

O Ministro de Assuntos Internos ucraniano, Ihor Klymenko, informou que 10 regiões do país foram alvo de ataques, com impactos diretos em edifícios residenciais, ferrovias e infraestrutura energética. Mais de duas dúzias de casas nas regiões de Kyiv, Dnipropetrovsk, Zhytomyr e Lviv foram danificadas.

As vítimas incluem pelo menos três feridos na região de Kyiv, três na região de Dnipropetrovsk e dois na região de Lviv. Na cidade portuária de Odesa, o governador regional, Oleh Kiper, reportou danos a uma instalação de energia, causando interrupções no fornecimento de eletricidade e aquecimento, com 9.500 clientes sem aquecimento e 34.000 sem água logo pela manhã.

Compromissos e respostas da Ucrânia

O primeiro-ministro ucraniano, Yulia Svyrydenko, convocou uma reunião de coordenação de emergência com os ministros das Relações Exteriores e da Energia, juntamente com a liderança das empresas públicas de energia e os serviços responsáveis pelas operações de recuperação. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, ressaltou em uma postagem que a Rússia continua a ignorar os esforços de paz e ataca infraestrutura civil crítica, como o sistema de energia e ferrovias. Ele enfatizou a necessidade de fortalecê-los e aumentar a pressão sobre a Rússia.

Explosão de drone ilumina o céu sobre Kyiv durante o ataque russo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que as instalações energéticas eram os principais alvos dos ataques, e que a Rússia procura infligir sofrimento a milhões de ucranianos. Ele pediu ação adicional e sanções efetivas, além de suporte contínuo para as defesas que protegem a vida no país.

A defesa russa, por sua vez, declarou que suas forças derrubaram pelo menos 121 drones nos ataques que ocorreram durante a noite.

Este aumento nos ataques e a mobilização das forças da OTAN indicam um novo aumento nas tensões na região e uma continuidade da crise humanitária em curso na Ucrânia.

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