Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Moradora brasileira enfrenta crise emocional após agressão a filho em Portugal

Nívia, grávida, relata sofrimento físico e psicológico enquanto busca justiça por agressão a filho em escola de Viseu

Nívia, mãe de José, de 10 anos, revelou estar em estado emocional delicado após a agressão sofrida pelo filho em uma escola pública de Viseu, Portugal. A brasileira, em fase inicial de gravidez, afirmou que está emocionalmente à beira de um colapso, tentando manter a estabilidade apesar das circunstâncias difíceis.

Desafios físicos e emocionais durante a gravidez

Em entrevista ao Portugal Giro, Nívia comentou que sua saúde física está debilitada devido às mudanças hormonais do início da gestação, que causam enjoo, dores de cabeça e sono excessivo. Ela também ressaltou que se sente culpada por não estar completamente bem, o que impacta seu estado emocional. “Estou com a saúde física debilitada, porque no começo de gravidez os hormônios causam enjoo, dor de cabeça e sonolência. Me culpo por não estar 100%”, afirmou.

Impacto da agressão e ataques nas redes sociais

José foi vítima de uma agressão no dia 10 de novembro, quando perdeu partes de dois dedos da mão esquerda após uma briga com outros estudantes dentro da escola. Apesar de estar em recuperação, os dedos mutilados terão proporções diferentes após cirurgia. Nívia relata que as autoridades da escola minimizaram o incidente, dizendo que foi “uma briga entre crianças” e que seu filho “nem sangrou tanto assim”.

Nos últimos dias, Nívia tem enfrentado também uma onda de ataques nas redes sociais, onde comentários que acusam os agressores de serem brasileiros estão sendo compartilhados. Ela afirma que esses comentários são mentira e refletem o racismo e a xenofobia presentes na sociedade portuguesa. “Estes comentários não passam de mentiras, um reflexo explícito do racismo e xenofobia que vivemos diariamente”, disse. “Os portugueses querem impor que foi um brasileiro que fez isso, mas as crianças são portuguesas.”

Repercussões e busca por justiça

Segundo Nívia, a difamação e o racismo exacerbam seu sofrimento, especialmente após o episódio de violência. Ela destacou a importância de justiça para o caso de seu filho, que precisa de medicação para dormir, receitada pelo Sistema Nacional de Saúde português, devido ao trauma emocional e físico. “Ainda quero justiça”, afirmou.

Resposta das autoridades e investigação do caso

O Ministério da Educação de Portugal informou que abriu um processo de averiguações sobre o incidente, a pedido do diretor-geral da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Contudo, a escola e o agrupamento responsável pelos colégios da região de Souselo não responderam às solicitações de contato até o momento.

Perspectivas e próximos passos

Nívia continua enfrentando dificuldades, tanto físicas quanto emocionais, e busca apoio para superar essa fase. O caso tem repercussão nacional e levanta questões sobre o manejo da violência escolar e do racismo nas instituições portuguesas. A mãe espera por uma resposta justa e pela proteção de seu filho das atitudes xenofóbicas que vêm enfrentando.

Para saber mais detalhes, acesse a fonte original.

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