Brasil, 28 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Livro e exposição digital celebram o legado do Cais do Valongo

Iniciativa do CJF destaca a importância histórica do principal porto de chegada de africanos escravizados no Brasil

O Conselho da Justiça Federal (CJF) lançou, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, o livro e a exposição digital Valongo: Justiça pela Memória do Cais. A ação, realizada em homenagem ao Dia da Consciência Negra, reforça a preservação da memória da escravização e promove o papel da Justiça Federal na discussão sobre reparação histórica.

Reconhecimento e preservação do patrimônio histórico

A iniciativa resulta de uma decisão da Seção Judiciária do Rio de Janeiro (SJRJ) que determinou ações para assegurar a preservação e a difusão do Cais do Valongo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O projeto é uma realização do Centro de Estudos Judiciários do CJF (CEJ/CJF) com apoio de diversas instituições, incluindo a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM) e o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Livro e narrativa visual

O livro, fruto de pesquisa aprofundada em documentos históricos, registros judiciais e obras acadêmicas, narra a trajetória do Cais do Valongo desde o século XVIII até os dias atuais. Sua proposta é fazer uma ponte entre passado e presente, evidenciando a atuação da Justiça Federal na proteção do patrimônio afro-brasileiro. A obra é ilustrada por aquarelas digitais criadas por Maria Clara Teixeira de Assis, servidora do CJF, que buscou refletir, por meio de cores e formas, a história do local.

Maria Clara explicou que utilizou técnicas de aquarela digital e visitou o sítio arqueológico para compor as imagens, buscando dialogar com a narrativa oficial. “Essas aquarelas querem transmitir a sensibilidade e a profundidade da história do Cais”, afirmou. Além disso, ela se inspirou em obras de artistas, fotografias e vídeos para criar as ilustrações, que visam disseminar essa memória de forma acessível.

Exposição digital e atividades culturais

Aberta ao público de 20 de novembro a 19 de dezembro na Galeria Cela do CCJF, a exposição apresenta as 12 aquarelas em projeções ampliadas, proporcionando uma experiência imersiva sobre a história do Cais do Valongo. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 11h às 19h.

A programação do CCJF para o Dia da Consciência Negra inclui ainda apresentações musicais, oficinas, debates e ações educativas que valorizam a cultura afro-brasileira e combatem o racismo estrutural. Durante a cerimônia de abertura, autoridades reforçaram o papel do Judiciário na preservação da memória coletiva e na luta por igualdade.

O procurador da República Sérgio Suyama reforçou a importância dessa iniciativa. “Sem um centro de interpretação, as pedras do Cais não revelam o seu verdadeiro significado”, afirmou. Ele destacou que o envolvimento da Justiça Federal foi fundamental para consolidar esse esforço de resgate histórico.

A assessora-chefe da ASCOM/CJF, Ana Cristina Rosa, ressaltou que o projeto demonstra o compromisso institucional de transformar essa memória em uma linguagem acessível e sensível. “Reconhecemos a importância de preservar essa história para promover direitos, reconhecer desigualdades e avançar na reparação”, concluiu.

Toda a programação e conteúdos relacionados podem ser acessados no site oficial do projeto.

Com informações do CJF.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes