Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Despesas pessoais impulsionam alta do IPCA-15 em novembro

O IPCA-15 de novembro teve alta de 0,20%, com despesas pessoais puxando o índice para cima em 0,85%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma alta de 0,20% em novembro, com as despesas pessoais sendo o principal responsável por essa elevação, mostrando um aumento de 0,85%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que as despesas pessoais sozinhas contribuíram com 0,09 pontos percentuais para o IPCA-15, representando quase a metade do índice total.

O que é o IPCA-15?

O IPCA-15 é considerado um indicador importante da inflação no Brasil, mas que difere do IPCA, usado como referência oficial. A principal diferença está na abrangência geográfica e no período de coleta dos dados, que começam no dia 16 do mês anterior. O índice coleta informações sobre famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos e abrange diversas regiões do Brasil, incluindo capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A próxima divulgação deste índice, que se refere ao mês de dezembro, está programada para o dia 23 de dezembro.

Destaques na composição do IPCA-15

Dentro do grupo das despesas pessoais, notou-se uma elevação considerável nos preços de hospedagens e pacotes turísticos, que subiram 4,18% e 3,9%, respectivamente. Além disso, o setor da saúde também registrou um aumento de 0,29%, puxado principalmente pela alta nos planos de saúde, que tiveram um aumento de 0,5%.

O transporte também se destacou negativamente, com uma alta de 0,22%. Entre os subitens, as passagens aéreas foram as mais afetadas, subindo 11,87%. Essa elevação foi atenuada por uma queda nos preços dos combustíveis, que apresentaram uma redução de 0,46% no geral. O gás veicular, por sua vez, teve uma alta marginal de 0,2%, enquanto os preços do etanol, gasolina e óleo diesel caíram em 0,54%, 0,48% e 0,07%, respectivamente.

Resultados de novembro e suas implicações

Com a alta de 0,20% em novembro, o acumulado da inflação nos últimos 12 meses agora se encontra em 4,5%, um valor inferior ao 4,94% registrado nos 12 meses anteriores. Ao longo deste ano, o índice acumula uma alta de 4,15%. Em comparação, em novembro de 2024, o IPCA-15 havia registrado um aumento de 0,62%, enquanto em outubro o crescimento foi de apenas 0,18%.

Atualmente, a meta para a inflação no Brasil é de 3%, com uma tolerância que pode levar o índice a variar entre 1,5% e 4,5%. É um sinal de que a inflação permanece perto do limite superior aceito pela política econômica do país.

Além disso, alguns grupos de produtos e serviços apresentaram quedas nos preços, contribuindo para a desaceleração da inflação. Os grupos de artigos de residência e comunicação tiveram variações negativas de 0,2% e 0,19%, respectivamente, ajudando a baixar o índice geral.

A variação dos grupos no IPCA-15

Confira a variação de preços nos grupos que compõem o IPCA-15:

  • Alimentação e bebidas: 0,09%
  • Habitação: 0,09%
  • Artigos de residência: -0,2%
  • Vestuário: 0,19%
  • Transportes: 0,22%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,29%
  • Despesas pessoais: 0,85%
  • Educação: 0,05%
  • Comunicação: -0,19%

A dinâmica inflacionária parece refletir, portanto, não apenas a recuperação econômica do Brasil, mas também a realidade da vida cotidiana dos brasileiros, onde os preços de serviços essenciais têm um impacto especialmente significativo no orçamento familiar.

Leia mais sobre o que impulsionou o IPCA-15 para cima em novembro aqui.

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