Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Bolsonaro e aliados passam por audiência de custódia determinada pelo STF

Ex-presidente e ex-ministros enfrentam audiência por videoconferência após condenações na trama golpista

Os desdobramentos da trama golpista estão ganhando novos contornos com as audiências de custódia que ocorrerão nesta quarta-feira, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus ex-ministros. A audiência, que será realizada por videoconferência, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorrerá em diferentes locais às 13h, 13h30, 14h, 14h30 e 15h.

A importância da audiência de custódia

A audiência de custódia é um procedimento legal fundamental que ocorre após a prisão. Ela tem o objetivo de averiguar se a detenção foi realizada de forma legal, além de avaliar as condições físicas e psicológicas do detido. É um momento crucial para garantir que os direitos humanos dos indivíduos sejam respeitados, sem entrar no mérito das acusações que os levaram à prisão. A legislação brasileira exige que esse procedimento aconteça, mesmo em casos onde o STF determina a prisão preventiva.

Horários e locais das audiências

As audiências ocorrerão em horários específicos ao longo do dia. O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, passará pela audiência às 13h, na Estação Rádio da Marinha, em Brasília. Na sequência, às 13h30, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, terá seu momento no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda. Augusto Heleno enfrentará a audiência às 14h, via videoconferência a partir do Comando Militar do Planalto, onde se encontra custodiado. Jair Bolsonaro participará da audiência às 14h30, diretamente da carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Por fim, Paulo Sérgio Nogueira deverá ser ouvido às 15h, também do Comando Militar do Planalto.

Condenação e implicações legais

Nesta terça-feira (25), o STF confirmou a pena de 27 anos e três meses para Jair Bolsonaro, que foi condenado pela Primeira Turma por tentativa de golpe de Estado após a sua derrota eleitoral em 2022. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, informou que a decisão é definitiva, ou seja, não há mais espaço para recursos adicionais.

A condenação também envolve outros ex-integrantes de alta patente das Forças Armadas, incluindo Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, que foram apontados como coautores na trama golpista. Eles enfrentam as consequências de suas ações e a tentativa de desestabilizar o processo democrático no Brasil.

Possíveis novos recursos e defesas

A defesa de Jair Bolsonaro já informou que pretende recorrer da decisão do STF. Em nota, os advogados afirmaram que “a defesa ajuizará no curso do prazo estabelecido pelo regimento”. Esta afirmação deixa claro que a luta legal de Bolsonaro está longe de um final. As defensorias dos outros réus também se manifestaram sobre a continuidade da batalha judicial. O advogado de Almir Garnier, Demóstenes Torres, informou que a defesa buscará uma possível revisão criminal, enquanto Matheus Milanez, advogado de Augusto Heleno, criticou o julgamento, afirmando que é uma “exceção”.

Os acusados mutuamente negam todas as alegações feitas contra eles, questionando a validade das provas apresentadas na condenação e solicitando um novo olhar sobre o processo. A controvérsia e as tensões políticas em torno do caso permanecem, refletindo a polarização que o Brasil tem vivido nos últimos anos.

Violação de tornozeleira eletrônica

Um dos pontos críticos que levou à prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi a violação da tornozeleira eletrônica, um dispositivo que deveria monitorar sua localização. O ex-presidente admitiu que, em um momento de frustração, ele danificou a tornozeleira, utilizando um ferro de solda. Ao justificar sua ação, Bolsonaro declarou que estava passando por uma “alucinação” e uma “certa paranoia”, acreditando que o dispositivo pudesse estar com um sistema de escuta.

O futuro do ex-presidente e dos demais réus agora depende da evolução e desdobramentos do quadro jurídico, onde a assistência legal e as novas estratégias podem definir um novo rumo nas conturbadas águas da política brasileira.

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