Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Jair Bolsonaro recebe visitas na superintendência da PF

Ex-presidente é visitado por filhos e discute anistia em meio a sua prisão preventiva.

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta terça-feira as visitas dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele se encontra preso preventivamente desde sábado. A autorização para as visitas foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Visitas autorizadas e agenda de reuniões

Conforme a decisão judicial, cada um dos filhos poderá visitar o pai por até 30 minutos, de forma separada. Na próxima quinta-feira, Bolsonaro deve ser visitado por outro filho, Jair Renan, que também solicitou autorização ao Supremo para se encontrar com o ex-presidente.

Em uma reunião emergencial realizada na sede do Partido Liberal (PL), sigla de Bolsonaro, Flávio foi escolhido pela família para centralizar as manifestações públicas do pai após sua prisão preventiva. Em declaração após o encontro, Flávio afirmou que o “objetivo único” da oposição atualmente é aprovar uma anistia aos condenados e investigados pelos atos de 8 de Janeiro, o que beneficiaria diretamente o ex-presidente.

Apoio familiar e decisões políticas

A fala de Flávio ocorreu após uma reunião de emergência na qual participaram outros membros da família, incluindo Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan, além do advogado Paulo Bueno e parlamentares alinhados ao núcleo mais ideológico da legenda. A determinação da família reflete a mobilização política que se intensifica em prol de Jair Bolsonaro, buscando articular forças para uma possível anistia.

Nesta segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente. A Primeira Turma confirmou a decisão do ministro Moraes, que argumentou que Bolsonaro “violou dolosa e conscientemente” a tornozeleira eletrônica, a qual foi danificada com um ferro de solda. Essa ação contraria a defesa e o próprio Bolsonaro, que alegaram “confusão mental” devido ao uso de medicamentos.

Condições de detenção e legislação brasileira

O ex-presidente atualmente está detido em uma sala especial na Superintendência, que possui aproximadamente 12 metros quadrados, contendo uma cama de solteiro, ar-condicionado, frigobar, banheiro privativo e televisão. Esta sala foi reformada recentemente devido à possibilidade de prisão de Bolsonaro em decorrência dos processos a que responde.

As condições de detenção de Bolsonaro são comparáveis aos espaços utilizados por outros ex-presidentes, como Luiz Inácio Lula da Silva, que também esteve preso na Superintendência da PF em Curitiba durante o cumprimento de pena relacionada ao caso do tríplex do Guarujá (SP). A legislação brasileira estipula que autoridades com prerrogativa de função, como ex-presidentes, têm direito a espaços compatíveis com o que se chama de “sala de Estado-Maior”. Essa medida visa assegurar condições dignas e proteger a integridade física do preso.

Consequências da condenação de Bolsonaro

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe após as eleições de 2022 e estava em prisão domiciliar desde agosto. Sua PRISÃO PREVENTIVA levanta importantes questões sobre o futuro político do ex-presidente e a repercussão de sua condenação no cenário político brasileiro. Há uma sensação de que a situação não apenas impacta a sua vida pessoal e familiar, mas também gera um efeito dominó em seu partido e na base de apoiadores.

A estratégia de mobilização da família Bolsonaro, especialmente com Flávio atuando como porta-voz, poderá afetar o cenário político nas próximas semanas. A expectativa sobre a aprovação de uma anistia e como isso influenciará os rumos do PL e do próprio Jair Bolsonaro se torna uma questão central para o debate no Brasil. O desfecho dessa história poderá determinar o futuro do ex-presidente e a configuração da oposição política nos próximos anos.

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