Os filhos de Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participaram de uma reunião com parlamentares do Partido Liberal (PL) na sede do partido em Brasília. O encontro teve como objetivo organizar a atuação da oposição frente à prisão preventiva do ex-presidente. A reunião é um reflexo da movimentação intensa dentro do partido e do Congresso, buscando alternativas para enfrentar os desdobramentos legais que envolvem Bolsonaro.
Participação dos familiares e líderes do PL
Estavam presentes na reunião Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC), e Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, além de Michelle. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também compareceu, evidenciando a importância do encontro. Outros parlamentares que participaram incluiram os deputados Nikolas Ferreira (MG), Paulo Bilynskyj (SP) e Bia Kicis (DF), assim como os senadores Izalci (DF), Marcos Pontes (SP) e Rogério Marinho (RN).
Após o encontro, está prevista uma declaração coletiva, onde os participantes pretendem esclarecer algumas das estratégias da bancada do PL nas vésperas da possível prisão definitiva de Bolsonaro. O clima de tensão é palpável, considerando a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão que pesa sobre o ex-presidente em relação à trama golpista.
Anistia em debate
Um dos principais pontos discutidos durante a reunião foi a proposta de anistia. Uma ala do partido defende que a bancada deve insistir em uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, contrapondo-se ao chamado PL da Dosimetria. O PL, que é visto como uma versão mais “leve” da proposta, não garantiria a liberdade de Bolsonaro, mas poderia revisar algumas penas atribuídas a ele no contexto de suas condenações.
A discussão sobre a anistia se torna ainda mais urgente após a prisão preventiva do ex-presidente, decretada no último sábado (22/11), que agitava a oposição no Congresso. Os parlamentares buscam rearticular sua estratégia para viabilizar a pauta da anistia, que já havia enfrentado várias tentativas frustradas anteriormente.
Articulação política após a prisão
A prisão de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília intensificou as operações dentro do PL. No último domingo, durante audiência de custódia, o ex-presidente deu sua versão sobre a violação da tornozeleira, o que adicionou mais um capítulo à sua complicada situação jurídica.
À medida que se aproxima o possível trânsito em julgado da condenação, que pode resultá-lo em uma prisão definitiva, os parlamentares do PL estão cada vez mais determinados a estruturar suas reações políticas e legislativas. A reunião, inicialmente agendada para terça-feira (25/11), foi antecipada para esta segunda (24), refletindo a urgência da situação.
Este clima de incerteza e descontentamento entre os parlamentares reforça não apenas a necessidade de organização interna no PL, mas também a complexidade da situação do ex-presidente, que tenta navegar através de um mar de adversidades políticas e judiciais. Com a possibilidade de um futuro incerto, o alinhamento estratégico da oposição será crucial nos próximos dias.
A dinâmica política brasileira continua a evoluir, e a capacidade do PL de se unir e apresentar uma frente coesa será testada à medida que o cenário avança. Resta entender até onde essa articulação pode influenciar o resultado das ações jurídicas contra Jair Bolsonaro.













