No último fim de semana, um vídeo anexado ao processo do ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe à tona novas evidências sobre o estado de sua tornozeleira eletrônica. O equipamento, que está sob vigilância da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, foi gravemente danificado e apresenta marcas de exposição ao fogo. No áudio do vídeo, Bolsonaro admitiu ter utilizado um ferro quente para causar os danos.
Diálogo revelador
No vídeo, a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária, Rita Gaio, questiona o ex-presidente sobre o estado da tornozeleira. A troca de frases é nada menos que surpreendente. Bolsonaro responde: “meti um ferro quente aqui”, referindo-se ao uso de um ferro de soldar. A conversa continua com Gaio questionando se ele tentou romper a pulseira, ao que Bolsonaro nega, afirmando que a ”pulseira está intacta”.
A recusa de Bolsonaro em admitir a violação
A informação de que o ex-presidente poderia estar tentando violar a tornozeleira surgiu desde a primeira notificação recebida pelo governo, que neste caso apontou que “o monitorado [Bolsonaro] havia batido o dispositivo na escada”. Contudo, o vídeo e a conversa o contrariam. Apesar de reconhecer o dano, Bolsonaro tenta dissociar suas ações da intenção de fuga.
Tornozeleira eletrônica trocada
Após a violação, a tornozeleira foi substituída na madrugada de sábado, dia 22. O alarme teria disparado às 0h07, levando a equipe de segurança de Bolsonaro a ser acionada pela Secretaria. O relato é de que a troca foi efetuada às 1h09, confirmando a necessidade de remediar a situação novamente.
Defesa e versões contraditórias
A defesa de Jair Bolsonaro tem se articulado para alegar que a tentativa de danificar a tornozeleira esteja relacionada a um surto, em vez de uma tentativa premeditada de fuga. Aliados próximos, no entanto, admitem que a intenção de violação estava presente, embora queiram transmitir a versão de que a ação foi influenciada por privação de sono ou medicamentos. Existe mesmo a crença entre alguns que Bolsonaro temia que o dispositivo era usado para escutá-lo.
Implicações legais em jogo
Com o surgimento desse vídeo e as evidências do dano, o ministro Alexandre de Moraes argumentou que a violação da tornozeleira “constata a intenção do condenado [Bolsonaro] de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”. Essa afirmação se alinha com a operação de vigilância convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante do condomínio de seu pai, o que aumenta as preocupações sobre a segurança do ex-presidente.
Este caso destaca não apenas a situação legal de Jair Bolsonaro, mas também as complexas dinâmicas políticas envolvidas, onde cada palavra e ação podem significar consequência grave. A expectativa agora é de que a perícia da Polícia Federal confirme as causas do dano à tornozeleira e se realmente houve uma tentativa de fuga. As investigações continuam e o público se mantém atento às próximas movimentações legais que podem impactar ainda mais a vida do ex-presidente.
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