Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Nikolas Ferreira critica prisão de Jair Bolsonaro

Deputado do PL-MG defende ex-presidente e aponta perseguição política em sua prisão.

Neste sábado, 22 de novembro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou veementemente contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma série de declarações, Nikolas afirmou que Bolsonaro é “a pessoa mais perseguida” e considerou a decisão como um “sintoma político de algo muito mais grave”. De acordo com o parlamentar, o ato revela a “mente doentia” do magistrado, que estaria utilizando o sistema de justiça como um instrumento de perseguição ideológica.

A prisão e as alegações do ministro Moraes

A prisão de Bolsonaro foi motivada pela avaliação de Moraes de que havia risco de fuga, especialmente após o ex-presidente ter admitido que tentou violar sua tornozeleira eletrônica, equipamento utilizado para monitoramento de sua prisão domiciliar. O ministro ainda ressaltou que o ex-presidente parecia querer facilitar uma possível fuga, em meio a um chamado para uma “vigília” de oração organizado por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Flávio convocou os apoiadores para se reunirem em frente ao condomínio onde reside Bolsonaro, o que gerou um questionamento por parte de Nikolas: “Imagina você ser preso porque seu filho chamou uma vigília para você?” O deputado ressaltou que sua previsão sobre a prisão de Bolsonaro não era uma profecia, mas uma constatação do que considera a “mente doentia” de Moraes.

Histórico e variáveis da prisão

Além de suas críticas a Moraes, Nikolas Ferreira apontou a coincidência da data da prisão com o número 22, que representa Bolsonaro nas eleições. O despacho de Moraes também incluiu uma multa de R$ 22 milhões imposta ao PL nas eleições de 2022, algo que Nikolas definiu como “longe de ser o mais bizarro dessa história”. Reforçando sua mensagem, o deputado alertou que “o que está em jogo não é um político, mas a fronteira entre a civilização e a tirania”.

A prisão de Bolsonaro não está relacionada a uma condenação, mas é preventiva, em função de suas ações que foram vistas como uma tentativa de golpe de Estado. Importante destacar que a decisão ainda não transitou em julgado, ou seja, há possibilidade de recursos por parte da defesa.

Condições da prisão e defesas jurídicas

Atualmente, Bolsonaro se encontra em uma instalação da Polícia Federal em Brasília, onde a sala foi especialmente reformada para sua custódia. O espaço é equipado com cama de solteiro, ar-condicionado e frigobar, além de banheiro privativo. Essas condições são comparadas àquelas em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu pena, embora com uma diferença de três metros quadrados em termos de espaço.

A defesa de Bolsonaro argumenta que, pela sua idade e condições de saúde, ele deveria estar sob prisão domiciliar. Aos 70 anos, o ex-presidente já passou por várias cirurgias e, segundo relatos, enfrenta crises de soluços, o que levanta preocupações sobre sua integridade física no sistema prisional.

Pronunciamentos sobre a saúde de Bolsonaro

Durante uma visita a Bolsonaro, Nikolas também manifestou sua preocupação com a segurança do ex-presidente, afirmando que “alguém quer vê-lo morto”. Embora não tenha especificado nomes, o deputado enfatizou que essa é uma realidade preocupante no quadro político atual.

Com a prisão de Jair Bolsonaro, a tensão política no Brasil se intensifica, levantando questões sobre liberdade de expressão, persuasão ideológica e as ações do STF. Os próximos passos legais a serem tomados pela defesa de Bolsonaro poderão definir não apenas o futuro do ex-presidente, mas também a dinâmica política do país em um contexto já polarizado.

Com isso, segue a expectativa de como se desdobrará essa situação e quais reações ainda estão por vir da parte de seus apoiadores e da própria justiça. Até lá, o debate sobre a perseguição política e a liberdade de expressão continua em alta, mobilizando a atenção do público e dos especialistas.

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