No último sábado, o senador Flávio Bolsonaro refutou neste sábado (22) as alegações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado fugir ou remover a tornozeleira eletrônica. Essas justificativas foram apresentadas como razões para a ordem de prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A defesa de Flávio Bolsonaro
Durante uma coletiva, Flávio Bolsonaro enfatizou a improbabilidade de seu pai ter conseguido se afastar da vigilância policial. “Não consigo imaginar qual seria a possibilidade do meu pai conseguir caminhar, talvez mais de 1 km de lá até aqui com uma possível aglomeração que tivesse aqui nesse local onde já aconteceram várias outras vigílias”, declarou o senador, destacando a esperança de que o povo apoie a família neste momento difícil.
Flávio estava acompanhado de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro. Os dois se manifestaram sobre o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica, confirmando que, embora o ex-presidente tenha tentado fazer uma solda no dispositivo, não havia intenção de fuga. Carlos argumentou que, se essa fosse a verdadeira intenção de Jair Bolsonaro, ele teria tentado cortar a tornozeleira em vez de apenas realizá-la de forma improvisada.
Incidente com a tornozeleira eletrônica
“Ele estava ali, logo, rapidamente, chegaram os policiais, bateram na porta dele, viram que ele estava em casa, trocaram a tornozeleira dele, e ele voltou a dormir. Essa é a fuga absurda aí, milagrosa, ele ia sair voando,” ironizou Flávio, referindo-se ao mal-entendido sobre a ocorrência. O senador ressaltou que a presença de policiais no local foi imediata e que a situação foi prontamente resolvida.
Além de defender a inocência de Jair, Flávio apontou que a tentativa de mexer na tornozeleira surgiu durante a visita de familiares que vieram de São Paulo para passar o dia com o ex-presidente. Entretanto, ele ressaltou que a solicitação de prisão preventiva pela Polícia Federal ocorreu antes do alerta de avaria na tornozeleira, enviado às 0h08.
Motivos por trás do incidente
Ao refletir sobre a situação, Flávio levantou a possibilidade de que Jair Bolsonaro tenha agido de forma impensada, talvez devido a um momento de desespero por estar na presença dos parentes. “Podemos conjecturar que ele possa ter sentido vergonha diante dos familiares, que vieram de São Paulo, ao vê-lo em uma situação como essa e se indignou, tentando mexer na tornozeleira. Porém, isso não foi decisivo para a decretação da prisão dele, que já estava decidida”, completou Flávio.
A situação em torno da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro continua a gerar desdobramentos e polêmicas. O caso levanta questões sobre a legalidade das ações e a interpretação das leis em relação a ex-presidentes, bem como a avaliação das medidas de segurança designadas a eles. O desfecho desse caso também pode influenciar a percepção popular e política da família Bolsonaro neste período conturbado.
O respaldo da família Bolsonaro frente aos desafios legais é evidente, mas a situação os coloca sob um olhar crítico da mídia e do público. Flávio e Carlos buscam reafirmar a inocência e a integridade de Jair em meio à tempestade de acusações, mas a resposta do sistema judiciário e a reação da sociedade ainda permanecem em aberto.
Enquanto isso, a expectativa é que novos fatos sejam levantados nas próximas aparições em mídia e nas manifestações da família, que ainda esperam contar com o apoio do público para enfrentar os desafios legais que se avizinham. A questão central permanece: qual será o futuro de Jair Bolsonaro e como a sua família lidará com as repercussões desse episódio?















