Brasil, 31 de dezembro de 2025
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EUA avaliam venda de chips Nvidia para a China em debate interno

O governo dos Estados Unidos discute a possibilidade de permitir a Nvidia vender seus chips de inteligência artificial H200 para a China, sinalizando uma mudança potencial nas restrições comerciais.

O governo dos Estados Unidos está em estágio inicial de discussão sobre a liberação da venda dos chips de inteligência artificial H200 da Nvidia para a China, segundo fontes próximas ao tema. A decisão, que ainda não é definitiva, poderia representar uma vitória importante para a gigante de tecnologia, mas também é vista como uma possível controvérsia.

Debates internos e possíveis mudanças nas restrições

As conversas internas do governo americano aconteceram nos últimos dias, com a equipe do presidente Donald Trump avaliando a possibilidade de autorizar a exportação dos chips, que atualmente estão sujeitos a rígidos controles devido às restrições de exportação impostas em 2022. Ainda não há uma decisão final, e o tema permanece na fase de debate.

Segundo fontes que preferiram manter o anonimato, a mudança indicaria uma flexibilização nas políticas de restrição aos semicondutores, uma postura que contrasta com as posições públicas anteriores do governo Trump. A medida também poderia gerar forte oposição de políticos conservadores em Washington.

Reação do mercado e posicionamento da Nvidia

Após a circulação da notícia, as ações da Nvidia chegaram a subir até 2%, embora tenham encerrado o dia com queda de 0,97%, cotadas a US$ 178,88. A empresa declarou que o atual cenário regulatório limita sua atuação no mercado chinês de data centers, deixando esse segmento para concorrentes estrangeiros que crescem rapidamente.

“Nossa exclusão do mercado chinês de computação para data centers não afeta nossa capacidade de atender clientes nos EUA”, afirmou a Nvidia em comunicado divulgado nesta semana.

Implicações para a política internacional e a tecnologia

Se autorizada, a venda dos chips H200 à China representaria uma significativa flexibilização nas restrições comerciais dos EUA, que visam limitar o avanço da China em inteligência artificial. Além disso, deliberar sobre a exportação desses semicondutores pode atender a uma demanda chinesa por hardware de IA produzido internamente, especialmente por empresas como a Huawei.

Trata-se de uma mudança que poderia também atender a um pedido de Pequim, que tem reclamado das restrições de Washington sobre chips avançados e equipamentos utilizados na fabricação deles. O governo chinês, por sua vez, incentiva a migração para tecnologias de IA nacionais e desestimula o uso de produtos americanos menos avançados.

Contexto geopolítico e possíveis desdobramentos

O assunto ainda não passou da fase de avaliação, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que poderia imaginar a exportação dos chips Blackwell atuais para a China após sua evolução tecnológica, possivelmente em um ou dois anos. Apesar do delicado momento, a possibilidade de liberação parcial tem ganhado força nas discussões internas.

Para analistas, qualquer avanço nessa direção refletiria uma mudança na estratégia de controle de exportações de semicondutores americanos, influenciando diretamente a relação entre as duas maiores economias do mundo. Representantes do Departamento de Comércio e da Casa Branca ainda não se manifestaram oficialmente sobre o tema.

Mais informações completas sobre o tema podem ser acessadas na reportagem do O Globo.

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