Em celebração ao Dia da Consciência Negra, nesta quinta-feira (20), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) lançou a série Essa História Tem Cor. A iniciativa busca reforçar o combate ao racismo e promover a equidade racial, realizando uma reflexão sobre histórias de resistência, força e conquistas de pessoas negras.
Histórias de resistência e protagonismo
A campanha apresenta episódios onde vozes que ocupam posições de destaque na sociedade compartilham experiências sobre representatividade e enfrentamento ao preconceito. Cada capítulo evidencia trajetórias inspiradoras cuja narrativa reforça a importância de lutar contra o racismo estrutural.
Primeiro episódio: o protagonismo da justiça
No episódio inaugural, a ministra Edilene Lôbo, primeira mulher negra a integrar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fala sobre os desafios enfrentados ao chegar a um espaço predominantemente composto por pessoas brancas. Ela destaca a importância de visualizar outros negros em posições de poder, desafiando o racismo institucional.
Segundo episódio: microagressões na rotina
A doutora em educação Maria Alessandra Moulin aborda as microagressões, muitas vezes disfarçadas de elogios, que permeiam o cotidiano de pessoas negras. Ela reforça a necessidade de reconhecer essas atitudes e se posicionar diante delas para promover a reflexão e a mudança social.
Terceiro episódio: enfrentando preconceitos mesmo em lugares de destaque
O juiz e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Esteves, relata os preconceitos vivenciados mesmo ocupando cargos de relevância. Ele explica o conceito de “lugar de fala”, que não representa exclusão, mas sim o reconhecimento do peso e da importância de quem vivencia o racismo na pele.
Os episódios podem ser assistidos no canal oficial do STJ no YouTube ou no Instagram.
Compromisso da Justiça com a diversidade
A série reforça o papel do Judiciário na promoção da igualdade racial, abordando temas relevantes como o enfrentamento ao racismo e a representatividade de pessoas negras em espaços de decisão. Segundo o STJ, essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de engajamento na luta contra a desigualdade racial.
Mais informações podem ser acessadas na nota oficial do tribunal.














