Brasil, 28 de janeiro de 2026
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Justiça promove atividades pelo Dia da Consciência Negra no Vale do Valongo

Projeto do CJF reforça o compromisso da Justiça Federal com a memória, a reparação histórica e a valorização da cultura negra

Nesta quarta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, o Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF) realiza uma série de ações dentro do projeto Valongo: Justiça pela Memória do Cais. A iniciativa destaca a importância da memória histórica, da equidade racial e da justiça social, celebrando o sítio arqueológico de mesmo nome, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Atividades culturais e educativas reforçam legado da escravização

A programação começou às 14h30, com a aula magna “Memória da Escravização: o papel da Justiça Federal para a reparação histórica”. Ministrada por juristas e historiadores, a palestra foi transmitida ao vivo pelo YouTube, nos canais do CJF e do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

O objetivo das atividades é estimular uma reflexão sobre o passado escravocrata, promovendo debates culturais e ações educativas. O projeto Valongo foi inspirado por decisões da Justiça Federal do Rio de Janeiro e visa preservar o Cais do Valongo, local que foi palco do tráfico transatlântico de escravos e hoje é símbolo de resistência.

Debates, lançamento de livro e exposição digital

Às 16h30, ocorrerá a conferência “Escravização: o papel da Justiça Federal na preservação da memória e na garantia de reparação”, com destaque para o impacto do protocolo do julgamento com perspectiva racial na efetividade da Justiça. Parte da programação, a iniciativa tem o apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), do TRF2, do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) e da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

Para encerrar as atividades do dia, às 18h, será lançado o livro e a exposição digital Valongo: Justiça pela Memória do Cais. Produzida com linguagem acessível, a publicação apresenta aquarelas de Maria Clara Teixeira de Assis, que dialogam com o texto e convidam a uma reflexão sobre o passado escravocrata e o compromisso com a reparação histórica.

Exposição e acessibilidade cultural

A exposição ficará aberta ao público na Galeria Cela do CCJF, no centro do Rio de Janeiro, de 20 de novembro a 19 de dezembro. A visitação, gratuita, ocorre de terça a domingo, das 11h às 19h, promovendo acessibilidade ao tema por meio de recursos visuais e sensoriais.

Podcast e presença digital

O projeto também oferece um podcast com três episódios, abordando a história da escravização e o papel do Judiciário na luta contra desigualdades. As entrevistas envolvem historiadores, antropólogos e membros de instituições como a Procuradoria-Geral da República, o Instituto Cultural Palmares, a Defensoria Pública da União e o Instituto dos Pretos Novos.

Toda a produção estará disponível em um site dedicado, visando ampliar o acesso às informações e reforçar o compromisso de memória, reconhecimento e reparação.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa no link oficial.

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