Na divulgação de ontem, foram liberadas mais de 20 mil páginas de documentos relacionados ao criminoso Jeffrey Epstein, nos quais Epstein fazia várias referências ao então presidente Donald Trump. As mensagens mostram um Epstein crítico e abertamente controverso em relação a Trump, descrevendo-o com termos acusatórios e questionando sua saúde mental. A Casa Branca refutou as implicações dessas informações, classificando-as como uma “fabricação de boato” por parte dos democratas, que, segundo eles, “não provam nada”.
Comentários de Epstein sobre Trump revelados nos documentos
2011: “O cão que não latiu é Trump”
Em uma mensagem enviada em 2011 a Ghislaine Maxwell, Epstein afirmou: “quero que você perceba que o cão que não latiu é Trump… Vítima passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado, polícia etc.”, demonstrando uma avaliação negativa, mas também um certo silêncio em relação às ações do então presidente.
2015: Fotos e observações
Epstein mencionou, em 2015, uma suposta oferta de fotos de Trump com garotas de biquíni em sua casa, numa conversa com um jornalista do New York Times, Landon Thomas Jr. Ainda no mesmo ano, descreveu Donald como alguém que quase entrou na piscina e deixou seu nariz na porta enquanto observava jovens mulher se banharem, indicando sua percepção de uma personalidade distraída ou obcecada.
2017: Críticas severas e acusações de insanidade
Neste ano, Epstein afirmou que Trump era “louco” e “pior na vida real, de perto”, acrescentando que “nunca conheci alguém tão ruim quanto Trump”, além de dizer que Donald teria “uma natureza borderline insana” e que seu comportamento era “mal além da crença”.
2018: Epítetos ameaça e corrupção
Epstein chegou a afirmar que sabia “quão sujo Donald é” e alertou para o poder que o então presidente possuía, comparando-o a um “chefe da máfia”. Também descreveu Trump como “quase insano” e “mal além da crença”, além de afirmar que poderia “derrubá-lo”.
2019: Conhecimento de Epstein sobre as jovens
Segundo os documentos, Epstein escreveu a Michael Wolff que Trump “perguntou a Ghislaine para parar”, o que sugeriria, na visão de Epstein, que Trump tinha conhecimento das atividades envolvendo as jovens no seu círculo.
Reação oficial e perspectivas
A Casa Branca rejeitou veementemente os conteúdos divulgados, classificando as alegações como uma “farsa” dos democratas, que tiroteiam “nada além de mentiras” contra Trump. O porta-voz Karoline Leavitt afirmou que os e-mails “não provam nada” e que os registros fazem parte de uma operação política.
Ainda, a Câmara dos Deputados está pronta para votar na próxima semana uma medida que pode obrigar o Departamento de Justiça a divulgar todos os arquivos relacionada a Epstein, o que deve intensificar o debate sobre o tema.
Implicações e análises
Embora a autenticidade e o contexto completo das mensagens ainda gerem controvérsia, as declarações de Epstein reforçam o clima de tensão política e as investigações que cercam os círculos de poder ligados ao ex-presidente. Especialistas avaliam que o conteúdo aumenta a pressão sobre o governo, ao mesmo tempo em que alimenta dúvidas sobre a gestão de Trump durante seu mandato.
As próximas semanas prometem ser decisivas para o desdobramento dessa crise de transparência, enquanto a sociedade debate o impacto dessas revelações na história recente do Brasil e do mundo.


