Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Trump aumenta investimentos em títulos de empresas e municípios nos EUA

O ex-presidente Donald Trump divulgou compras de pelo menos US$ 82 milhões em títulos corporativos e municipais, envolvendo gigantes como Netflix e Intel.

Dados publicados pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA (OGE) mostram que Donald Trump continuou adquirindo títulos de empresas afetadas por suas políticas, totalizando pelo menos US$ 82 milhões. As operações incluem títulos de gigantes como Netflix, UnitedHealth Group, Boeing, Meta, Home Depot, Broadcom e Intel, além de municipalidades, distritos escolares e empresas de serviços públicos.

Participações e tipos de títulos adquiridos por Trump

De acordo com os relatórios datados de 17 e 20 de outubro, Trump investiu em uma variedade de títulos sem divulgar valores exatos, pois as informações fornecidas são por faixas de transações. Os investimentos incluem títulos corporativos de grandes empresas e títulos municipais de cidades e distritos escolares dos EUA, além de ativos de empresas de serviços públicos e hospitais. Até o momento, Trump não confirmou a realização de vendas de seus ativos financeiros.

Investimentos anteriores e contexto

Em agosto, Trump relatou cerca de 690 transações, totalizando pelo menos US$ 103,7 milhões em compras de títulos. Na ocasião, um funcionário da Casa Branca afirmou que tanto ele quanto seus familiares não participaram das decisões de investimento. Segundo o funcionário, gestores financeiros independentes operaram esses investimentos por meio de programas que replicam índices reconhecidos, com aprovação do OGE.

Atuação de gestão de ativos de Trump

Ao contrário de seus antecessores, Trump não transferiu seus ativos para fundos cegos sob supervisão independente, mantendo sua empresa sob administração de seus filhos, com operações em diversos setores que têm relação com a política presidencial.

Investimento na Intel e sua importância

Em agosto, Trump firmou um acordo que garantiu quase 10% de participação do governo dos EUA na Intel. Segundo autoridades, a intervenção visou proteger a fabricação doméstica de chips, uma medida considerada incomum no mercado. A Intel afirmou que o governo atuaria como acionista passivo, sem direitos de governança ou acesso a informações estratégicas. O investimento de US$ 8,9 bilhões foi parcialmente financiado pela Lei de Chips e Ciência dos EUA, aprovada durante o mandato de Joe Biden.

Perspectivas e controvérsia

Especialistas destacam o fato de Trump continuar investindo em títulos de empresas que influenciaram suas políticas, o que levanta questões sobre conflitos de interesse. Enquanto isso, seus apoiadores argumentam que os investimentos são parte de uma estratégia de diversificação financeira comum a muitos indivíduos em posições de destaque.

Para mais detalhes, confira a reportagem completa no G1.

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