No contexto da recente liberação de mais de 23 mil páginas de documentos relacionados ao caso Epstein, a reação do eleitorado favorável a Donald Trump revelou uma forte polarização. As respostas, obtidas por BuzzFeed entre apoiadores identificados como republicanos, variaram de desdém às críticas mais veementes, com a maioria mesmo assim alinhada ao discurso oficial de que os documentos são uma “{hoax}” — uma arma dos democratas para difamar o ex-presidente.
Respostas alinhadas à narrativa oficial
Muitos apoiadores defendem que os documentos representam uma tentativa de manipulação política. “A maior parte desses e-mails foi enviada depois de Trump ter expulsado Epstein de Mar-a-Lago. Ele não guardaria rancor, né?”, questionou um residente da Flórida, de 79 anos. Ainda, alguns ressaltaram a necessidade de focar nos trabalhos do governo, minimizando a importância das provas divulgadas: “Epstein já morreu. Há coisas mais importantes em Washington do que fuçar no passado sujo de outros”, afirmou outro entrevistado.
Críticas acaloradas e teoria da conspiração
Por outro lado, uma parcela expressou forte rejeição e suspeitas quanto às alegações contra Trump. “Você está ouvindo um sociopata narcisista, que foi pedófilo. Chega de papo”, disse um apoiador de 49 anos. Outros chegaram a ligar os documentos ao que consideram uma resistência sistemática contra Trump, alegando que as denúncias são uma estratégia desestruturante da oposição. “Vão descobrir que há mais políticos envolvidos, talvez até ex-presidentes, mas o foco agora está em Trump, e a cortina está se desvendando”, declarou um espectador de Ohio, de 70 anos.
Pontuação na polarização e pedido por transparência
Apesar da maioria das reações seguir a direção oficial, alguns defendem a abertura total dos arquivos. “Se não há nada escondido, que sejam divulgados ao público para que possam formar suas próprias opiniões”, pediu um apoiador da Nevada, de 77 anos. A votação na Câmara dos Deputados para obrigar o Departamento de Justiça a liberar os arquivos está marcada para a próxima semana, aumentando o clima de expectativa e, possivelmente, de mais polarização.
Especialistas alertam que o episódio reforça a divisão política nos Estados Unidos, onde qualquer notícia relacionada ao caso Epstein tende a se transformar em terreno de batalha ideológico, ao mesmo tempo em que o eleitorado continua dividido entre desconfiança e esperança de transparência plena.


