O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira uma ordem executiva que reduz as tarifas sobre carne bovina, tomate, café, banana e outros produtos alimentícios do Brasil. A medida, que visa facilitar o comércio bilateral, gerou reações mistas no setor produtivo brasileiro.
Reação cautelosa do setor exportador brasileiro
Exportadores brasileiros demonstraram otimismo, mas também permanecem atentos às condições e à durabilidade da medida. Segundo fontes do setor, a redução de tarifas poderá abrir oportunidades de aumento nas vendas para o mercado norte-americano, um dos principais destinos das exportações brasileiras de alimentos.
Entretanto, especialistas alertam para a necessidade de ajustes em aspectos logísticos e sanitários, além de atentar para possíveis mudanças na política comercial americana. “A decisão oferece uma oportunidade, mas precisamos consolidar estratégias para potencializar os benefícios”, afirmou Ana Pereira, professora de Comércio Exterior da Universidade de São Paulo.
Implicações para o comércio bilateral
A redução de tarifas deve favorecer o aumento na competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos, que atualmente enfrentam altos custos devido às tarifas elevadas. Segundo análise do Ministério da Economia, as novas condições podem impulsionar as exportações de carne bovina e produtos agrícolas em aproximadamente 10% nos próximos meses.
O setor também reforça a importância de uma política de acompanhamento rigoroso para evitar que mudanças momentâneas se convertam em obstáculos futuros. “Precisamos monitorar a implementação e eventuais limitações que possam surgir”, disse João Silva, presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Produtos Alimentícios (Abrap):
Apesar do otimismo, setores organizados continuam atentos às negociações e à manutenção das condições de acesso ao mercado norte-americano, essenciais para a estratégia de crescimento das exportações brasileiras.
Perspectivas futuras
A expectativa é que a medida fortaleça ainda mais a relação comercial entre Brasil e EUA, especialmente em setores de alto valor agregado como o agrícola, reforçando a posição do Brasil como fornecedora confiável e competitiva. No entanto, especialistas recomendam cautela e a realização de análises contínuas para avaliar os efeitos adotados ao longo do tempo.
O governo brasileiro já afirmou que continuará negociando para ampliar o acesso de seus produtos ao mercado norte-americano, buscando reduzir barreiras comerciais e fortalecer o relacionamento bilateral.


