A defesa do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, divulgou uma nota nesta sexta-feira, 14 de novembro, onde classifica a prisão do servidor público como “injusta” e sustentada por informações “inverídicas e profundamente distorcidas” sobre sua atuação. A detenção ocorreu durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal.
Defesa contesta acusações de corrupção
Os advogados de Stefanutto afirmam que as alegações de que ele teria recebido pagamentos de entidades ou intermediários vinculados a um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões são falsas. Segundo o comunicado, não existem provas, documentos ou transferências que respaldem essa narrativa. Ainda, a defesa critica relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que, segundo eles, utilizaram dados “desatualizados e fora de contexto”, levando a interpretações equivocadas sobre as movimentações financeiras do ex-presidente do INSS.
Relatórios do Coaf e a transparência de operações
A defesa enfatiza que as movimentações financeiras de Alessandro Stefanutto são compatíveis com sua remuneração pública e estão devidamente declaradas. Além disso, eles negam qualquer relação entre o ex-presidente e Cícero Marcelino de Souza Santos, assim como com as empresas que estão sendo mencionadas na investigação. Um dos pontos levantados envolve a compra de um veículo, um Hyundai HB20 modelo 2015/2016, adquirido de forma legítima e com toda a documentação necessária disponível para análise.
“Até mesmo essa operação simples e transparente vem sendo utilizada para alimentar versões sem lastro”, declare a defesa no documento. Os advogados também analisaram o parecer que embasou o acordo com a Conafer, reforçando que a ação foi puramente técnica e baseada na legislação do momento, conforme exigido pela posição que Stefanutto ocupava.
Acusações da Polícia Federal e o esquema de corrupção
Por outro lado, a Polícia Federal aponta que Stefanutto teria liberado convênios e descontos sem a devida autorização legal, o que resultaria em propinas mensais que poderiam alcançar até R$ 250 mil, recebidas através de empresas de fachada. A investigação apura que esse esquema de corrupção desviou cerca de R$ 6,3 bilhões, impactando mais de 600 mil beneficiários do INSS.
As declarações da defesa e as investigações em andamento destacam a necessidade de um exame minucioso das evidências coletadas. À medida que o caso avança na esfera judicial, as implicações para o sistema previdenciário e a confiança pública nas instituições relacionadas ao INSS podem ser significativas.
O futuro jurídico de Alessandro Stefanutto
Com as acusações pesadas que recaem sobre seu nome, a trajetória de Alessandro Stefanutto no INSS e sua reputação estão sob intensa escrutínio. A luta pela defesa de sua inocência parece longe de um desfecho definitivo e servirá como um alerta sobre a vigilância necessária nas práticas administrativas e o combate à corrupção no setor público.
À medida que novos detalhes emergem, a sociedade acompanha atentamente o desenrolar dos eventos, ciente de que a responsabilidade e a transparência são fundamentais para a integridade das instituições públicas. Enquanto isso, a defesa de Stefanutto continua a trabalhar para contestar as alegações e2 preservar a imagem de seu cliente.














