Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Trump promete benefícios do SNAP apenas com reabertura do governo, enquanto assessora contradiz

Declarações conflitantes sobre distribuição de benefícios do SNAP geram confusão durante crise de governo nos EUA

Na terça-feira (22), o presidente Donald Trump afirmou que os benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) só seriam pagos após a reabertura do governo, desafiando uma ordem judicial e gerando polêmica entre legisladores e organizações de assistência. Poucas horas depois, a assessora da Casa Branca, Karoline Leavitt, contradisse o líder, garantindo que os benefícios seriam distribuídos normalmente, causando confusão sobre o andamento do programa.

Conflito entre declarações do presidente Trump e posições oficiais

Em postagem na rede social Truth Social, Trump declarou que os benefícios do SNAP “serão entregues somente quando os democratas de esquerda radical abriram o governo, o que eles podem fazer facilmente, e não antes”.

Já Leavitt, em entrevista coletiva, afirmou que o governo estaria cumprindo uma determinação judicial e que recursos de emergência estavam sendo utilizados para garantir o pagamento. “O presidente não quer precisar recorrer a um fundo de contingência, mas estamos analisando essa possibilidade,” afirmou ela, embora sua declaração estivesse em desacordo com a postagem de Trump, que não fez referência a fundos especiais.

Reação e tensões no Congresso

Legisladores democratas criticaram a postura do governo. A congressista Angie Craig (Minnesota), membro da Comissão de Agricultura da Câmara, afirmou: “O presidente não é um rei, e não pode ignorar a lei sempre que achar conveniente. O governo deve cumprir as ordens judiciais para garantir os benefícios”.

Os Estados Unidos enfrentam uma possível interrupção na distribuição do SNAP, que atende cerca de 42 milhões de pessoas em mais de 22 milhões de famílias, com médias mensais de US$ 350 por família para alimentação.

Impacto da crise e avanços no processo judicial

Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura (USDA) anunciou que poderia pagar parcialmente os benefícios de novembro, cumprindo uma ordem judicial que obrigava o governo a manter os recursos. Porém, Trump, posteriormente, sinalizou que não acataria essa decisão, colocando-se no centro do embate político.

O líder republicano Mike Johnson (Lousiana) chegou a elogiar o acordo parcial, mas a confusão criada por Trump reacendeu dúvidas sobre a continuidade do pagamento de benefícios essenciais.

Repercussões e próximo passos

Especialistas destacam que a postura do presidente contribui para a instabilidade no atendimento social. “É inadmissível que o governo não cumpra uma ordem judicial que garante comida para milhões de americanos”, afirmou o representante Jim McGovern (Massachusetts).

Partidos Democratas denunciaram que as declarações de Trump expõem vulnerabilidade na assistência social e aumentam o risco de fome, especialmente em meio à crise de governo que já dura seis semanas, desde a recusa dos democratas em aprovar uma lei de financiamento sem termos relacionados à saúde e benefícios sociais.

Ainda não há uma definição clara sobre a atuação do governo na distribuição dos benefícios de novembro, e as forças políticas permanecem em um impasse que ameaça afetar milhões de cidadãos dependentes do SNAP.

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