A Pedreira do Bongue, localizada em Piracicaba (SP), vem sendo monitorada pela Prefeitura da cidade devido ao histórico de quedas de rochas. Recentemente, a administração confirmou que a estabilidade do local não teve alterações desde o último laudo técnico, realizado em abril de 2024. Apesar dos comentários nas redes sociais sobre uma fissura visível na formação, as autoridades garantem que ela permanece do mesmo tamanho.
A importância do monitoramento geotécnico
O professor doutor Alessandro Batezelli, especialista do Instituto de Geociências da Unicamp, enfatiza a necessidade de um estudo geotécnico aprofundado para avaliar a estabilidade das rochas da pedreira. Os fatores que podem influenciar a segurança do local incluem as condições climáticas, como o período de chuvas, e a vibração causada por veículos e obras nas proximidades.
De acordo com a prefeitura, um geólogo será contratado para elaborar um novo laudo no início de 2026. Esta medida visa assegurar que a análise sobre a segurança do local esteja sempre atualizada, especialmente considerando a potencial instabilidade das rochas formadas por argilito e arenito.
Medidas de segurança em desenvolvimento
A instalação de alambrados de proteção ao redor da Pedreira do Bongue, uma medida discutida pela administração municipal nos últimos dois anos, foi suspensa em fevereiro de 2025. A justificativa da nova gestão municipal, liderada por Helinho Zanatta (PSD), foi que as especificações do projeto anterior eram inadequadas para garantir a segurança do local.
A administração atual informou que está realizando um estudo técnico sobre a segurança da pedreira, com previsão de conclusão para 2026. O novo projeto inclui a instalação de uma barreira metálica e uma tela de proteção que visam mitigar os riscos de quedas de rochas.
Entendendo a formação da pedreira
A Pedreira do Bongue é composta por dois tipos principais de rochas: o argilito, que é uma forma de argila vermelha/roxa, e o arenito, que é formado por areia. Essa combinação pode facilitar a ocorrência de quedas de rochas. O professor Batezelli explica que o argilito, ao entrar em contato com água, tende a inchar, absorvendo umidade e expandindo. Por outro lado, em períodos de seca, a rocha se contrai. Esses ciclos constantes de expansão e contração podem resultar na desintegração do material.
Além disso, o movimento vibratório causado pela passagem de milhares de veículos na avenida local e a trepidação oriunda de obras nas proximidades também são fatores que contribuem para aumentar os riscos de instabilidade na pedreira.
Conclusão e próximos passos
À medida que a Prefeitura de Piracicaba continua a monitorar e estudar a Pedreira do Bongue, a segurança da população e do meio ambiente se mantém como prioridade. Com a contratação de especialistas e novas análises programadas para 2026, espera-se que a gestão municipal consiga implementar medidas efetivas para evitar qualquer eventualidade relacionada à queda de rochas.
Enquanto isso, moradores e visitantes devem permanecer atentos e seguir as orientações das autoridades sobre a segurança na região. Para mais informações e atualizações, continue acompanhando as notícias do g1 Piracicaba.
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