A influenciadora digital Melissa Said, conhecida por seu conteúdo sobre o consumo de maconha, foi solta nesta sexta-feira (7) após passar 15 dias na prisão. Sua detenção ocorreu no dia 23 de outubro, em uma operação da Polícia Civil contra o tráfico interestadual de drogas. Embora o Ministério Público da Bahia (MP-BA) tenha recomendado sua libertação sob uso de tornozeleira eletrônica, o juiz optou por condições menos restritivas, exigindo apenas que ela deixasse de fazer apologia ao uso de drogas em suas redes sociais.
Condições para a liberdade
Melissa foi liberada sob o cumprimento de diversas medidas cautelares que visam evitar novas infrações. Entre elas, a influenciadora deve:
- Não viajar por mais de 10 dias para fora de Salvador;
- Manter seu endereço residencial atualizado;
- Apresentar-se ao juiz a cada dois meses;
- Evitar frequentar locais onde há comércio de drogas.
A prisão de Melissa foi motivada por sua suposta associação ao tráfico de drogas e sua apologia ao uso de entorpecentes. A operação que resultou em sua detenção, intitulada ‘Erva Afetiva’, resultou em diversos mandados de busca e apreensão, além de prisões em São Paulo e na Bahia. Durante a operação, a polícia identificou Melissa como uma articuladora de um grupo responsável pelo tráfico de drogas entre estados.
O caso de Melissa Said
De acordo com informações fornecidas pelo delegado Ernandes Júnior, ela não apenas promovia o uso de maconha, mas também teria distribuído amostras da droga como uma forma de propaganda. “No Natal, ela distribuiu diversas petecas de maconha, e entendemos que ela estava fazendo sua propaganda para a comercialização do entorpecente”, afirmou o delegado.
Melissa, ao ser presa, negou as acusações de tráfico, afirmando que “ninguém no mundo deveria ser preso por fumar maconha”. Sua defesa ainda não se pronunciou após a libertação, e as tentativas de contato do g1 com o advogado da influenciadora não obtiveram retorno.
Impacto da operação ‘Erva Afetiva’
A operação ‘Erva Afetiva’, deflagrada no dia 22 de outubro, teve grande repercussão na mídia e nas redes sociais. Além de Melissa, quatro outras pessoas foram presas durante as ações em Lauro de Freitas e São Paulo. Essa operação chamou a atenção para a crescente discussão sobre o uso recreativo de drogas no Brasil, um tema que colhe opiniões polarizadas entre defesa da descriminalização e combate ao tráfico.
A prisão de Melissa Said destaca um aspecto social importante: a interseção entre as redes sociais e o discurso sobre políticas de drogas. Influenciadores como Melissa desempenham um papel significativo na formação de opinião pública, e seu conteúdo pode impactar diretamente as percepções sobre o consumo de maconha no Brasil.
O futuro de Melissa nas redes sociais
Com sua libertação, Melissa Said promete continuar a criar conteúdo, mas com a nova responsabilidade de não apelar ao uso de drogas. Essa mudança pode ser vista como um desafio para a influenciadora, que tem em suas postagens a defesa da descriminalização do uso da maconha.
A repercussão do caso nas redes sociais será um fio condutor para o próximo capítulo de sua história. Tanto apoiadores quanto críticos a observarão atentamente nos próximos meses, enquanto Melissa busca reconstruir sua imagem e cumprir as condições impostas pela justiça.
O desenvolvimentos sobre o caso de Melissa Said e sua atuação nas redes sociais estarão em pauta nos debates sobre a legalização e o consumo de drogas no Brasil, refletindo as tensões sociais e culturais em torno do tema.
Para mais informações sobre o assunto, continue acompanhando as atualizações do g1 Bahia.


