Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Trump e assessora divergem sobre distribuição de benefícios do SNAP

Enquanto Trump afirma que benefícios do SNAP só serão pagos com a reabertura do governo, assessora diz que pagamento será realizado normalmente

Nesta terça-feira, o presidente Donald Trump declarou que os benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) só seriam entregues após os democratas reabrirem o governo, gerando confusão e críticas sobre a gestão da crise fiscal. Horas depois, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, contradisse o próprio líder, afirmando que os benefícios seriam pagos normalmente.

Discurso contraditório sobre os benefícios do SNAP

Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que os benefícios do SNAP “serão entregues somente quando os Democratas Radicais reabrirem o governo, o que eles podem fazer facilmente”.

Por sua vez, Leavitt declarou aos jornalistas que o órgão responsável, o USDA, está seguindo a ordem judicial que determina o pagamento das vantagens, explicando que a equipe está recuperando fundos de contingência destinados a emergências para garantir os pagamentos.

Entretanto, Leavitt foi categórica ao negar que Trump tenha mencionado o fundo de contingência, como ela afirmou inicialmente. Segundo ela, o presidente apenas declarou que os benefícios só serão liberados quando o governo for reaberto, sem mencionar recursos de emergência.

Reações políticas e jurídicas

De acordo com a representante democrata Angie Craig (Minn.), o fato de Trump afirmar que os benefícios só sairão após a reabertura do governo demonstra que ele tenta violar a ordem judicial que exige o pagamento imediato do SNAP a milhões de famílias.

O USDA inicialmente informou que não poderia pagar os benefícios de novembro, mas voltou atrás após a decisão judicial, afirmando que pagaria parcialmente utilizando fundos de contingência, que, segundo o órgão, seriam suficientes para cobrir 50% dos benefícios.

O impacto na população vulnerável

Mais de 42 milhões de americanos, em cerca de 22 milhões de lares, dependem mensalmente do SNAP, com uma média de R$ 350 por família, usados para comprar alimentos em supermercados. A interrupção dos pagamentos tem sido um dos efeitos mais severos do impasse entre Congresso e administração federal contra a continuação do governo.

Relatores de partidos democratas criticaram duramente a postura de Trump, considerando-a um ato de retaliação política e uma afronta ao bem-estar social.

Repercussões e possíveis desdobramentos

O porta-voz do Congresso, Mike Johnson (R-Louisiana), elogiou a decisão do governo de pagar parcialmente os benefícios, numa tentativa de mitigar os efeitos da paralisação. No entanto, a declaração de Trump reforça o clima de instabilidade, colocando a gestão da crise no centro do debate político.

Especialistas jurídicos alertam que a postura do presidente desafia ordens judiciais e arrisca agravar ainda mais a crise alimentar de milhares de famílias americanas.

Até o momento, o USDA não se pronunciou oficialmente sobre os comentários de Trump ou as orientações internas referentes ao pagamento do SNAP, que permanece um ponto crítico na disputa política atual.

As próximas semanas serão decisivas para o desfecho da crise, enquanto o Congresso tenta encontrar uma solução bipartidária para a reabertura do governo e a manutenção dos benefícios sociais essenciais.

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