Os cortes de voos provocados pelo shutdown do governo dos Estados Unidos, que entra em sua 37ª dia, começarão a afetar até 1.800 rotas aéreas, estimam empresas e consultorias do setor. Os ajustes têm como objetivo aliviar a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo e garantir a segurança das operações, que já enfrentam dificuldades devido à escassez de pessoal e à paralisação prolongada.
Reducções escalonadas e impacto nas operações
Segundo informações, os cortes começarão nesta sexta-feira com uma redução de 4% nos voos, seguida de 5% no sábado. As companhias aéreas já receberam orientações para suspender rotas específicas, especialmente nos 40 maiores aeroportos do país, o que pode afetar significativamente a programação de viagens. A United Airlines confirmou que priorizará voos regionais e domésticos que não conectam seus maiores centros de operação, numa tentativa de minimizar o impacto para os passageiros.
Pressões sobre controle de tráfego e segurança aérea
Escassez de controladores e aumento de atrasos
A Federal Aviation Administration (FAA) enfrenta dificuldades para gerenciar o tráfego aéreo devido à escassez de controladores de voo, que continuam trabalhando sem receber salário. O órgão já reduziu o tráfego em diversos aeroportos, resultado do aumento da falta de profissionais e da fadiga acumulada, que tem causado atrasos superiores a 50% em alguns momentos. Até o momento, há um déficit de cerca de dois mil controladores em atividade, destacaram fontes do setor.
Aumento da pressão e possíveis restrições
Sean Duffy, secretário de Transportes dos EUA, afirmou que os cortes nos voos são essenciais para manter a segurança do sistema aéreo e evitar acidentes. Além disso, a FAA anunciou que poderá impor restrições também a lançamentos espaciais, devido à situação de emergência no controle de tráfego.
Contexto e desdobramentos do shutdown
Com o país há 37 dias sem orçamento aprovado pelo Congresso, o shutdown é o mais longo da história americana, superando o recorde de 2019, durante o mandato de Donald Trump. A paralisação resulta na redução de salários e na suspensão de diversos serviços públicos, incluindo o controle de tráfego aéreo, que agora enfrenta uma crise que compromete a segurança e a eficiência do transporte aéreo.
Donald Trump comentou sobre o impacto do caos nos aeroportos, alegando que as ações atuais seriam uma tentativa de retomar políticas fracassadas do governo Biden. Autoridades destacam que a situação de fiasco na aviação aumenta a inquietação dos passageiros e a incerteza no setor, enquanto tentam encontrar soluções para o encerramento da paralisação.
Perspectivas para o futuro
O governo anunciou que publicará uma medida provisória nos próximos dias, detalhando os planos para a redução de voos e mudanças na operação aérea. A expectativa é que as restrições passem a valer a partir do início da próxima semana, com a possibilidade de que estejam em vigor até que um acordo político seja alcançado para retomar o funcionamento normal do governo.
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