Brasil, 3 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Morre aos 84 anos o ex-vice-presidente Dick Cheney, arquiteto da guerra ao terror

Dick Cheney, figura central na política americana e responsável por décadas de intervenções militares, faleceu devido a complicações de saúde.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Richard B. “Dick” Cheney, morreu nesta segunda-feira, aos 84 anos, conforme anúncio de sua família. Ele foi uma das figuras mais influentes e controversas da história recente do país, especialmente por seu papel na administração de George W. Bush e na promoção de políticas de guerra prolongadas.

Vida e carreira de Dick Cheney

Cheney serviu ao longo de várias décadas em cargos de destaque, incluindo chefe de gabinete da Casa Branca, congressista pelo Wyoming, secretário de Defesa e vice-presidente de 2001 a 2009. Seu legado é marcado por uma postura forte na política externa, defendendo o uso agressivo do poder militar e a ampliação da atuação executiva.

O papel na invasão do Iraque e a política de tortura

Durante seu mandato como vice-presidente, Cheney foi um dos principais proponentes da invasão do Iraque em 2003, uma decisão que resultou na morte de centenas de milhares de civis e na perda de cerca de 4.500 vidas americanas. A operação, considerada por muitos uma guerra baseada em informações falsas, custou aos contribuintes mais de US$ 2 trilhões. Além disso, Cheney foi um defensor veemente da prática de tortura de suspeitos de terrorismo, o que alimentou debates sobre os limites do protagonismo do Estado na guerra ao terror.

Legado controverso e admiração

Reconhecido por muitos como “o vice-presidente mais poderoso da história dos EUA”, Cheney tinha uma influência substancial nas decisões de política externa. Bush afirmou que, “quando você fala com Dick Cheney, está falando comigo”, ilustrando a confiança que tinha em seu braço direito.

Ao mesmo tempo, ele foi alvo de críticas de diversos setores, incluindo democratas e ativistas pelos direitos humanos, que condenaram suas ações e estratégias. Ainda assim, recebeu homenagens de republicanos, como o senador Chuck Grassley, que afirmou que Cheney serviu ao país com distinção. “Dick Cheney foi um grande homem que ensinou valores de coragem e patriotismo às suas gerações”, declarou.

Últimos anos e postura recente

Após sua aposentadoria, Cheney permaneceu ativo na política, inclusive apoiando o voto de vice-presidente Kamala Harris na eleição presidencial de 2024, uma decisão que surpreendeu muitos. No julgamento do ex-presidente Donald Trump, Cheney foi uma de suas críticas mais ferrenhas, acusando-o de ameaçar a democracia americana.

Sofrendo de problemas cardíacos ao longo de sua vida, Cheney passou por cinco ataques cardíacos e, em 2012, recebeu um transplante de coração. Ele declarou que a operação foi “um presente de vida” e um avanço na sua luta contra enfermidades cardíacas.

O legado de Dick Cheney

A morte de Cheney marca o fim de uma era marcada por políticas militares agressivas e pela defesa de um Estado forte no cenário internacional. Seus partidários lembram do seu serviço público e determinação, enquanto seus críticos continuam a questionar os efeitos duradouros de suas ações na geopolítica mundial.

O impacto de Cheney na história mundial será objeto de debate por décadas. Sua influência, positiva ou negativa, reflete os dilemas de uma política de poder nas mãos de um líder que moldou a estratégia dos EUA durante anos.

Ele deixa a esposa, Lynne Cheney, e seus filhos, que afirmaram que ele foi um homem de coragem, amor pelo país e por seus familiares, além de fã de pesca com mosca. Veja a foto oficial do anuncio de sua morte.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes