Na semana passada, o Senado dos Estados Unidos aprovou, de maneira simbólica e bipartidária, três resoluções que rejeitam as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump. Uma dessas medidas busca também encerrar o estado de emergência declarado pelo mandatário em 2019, relacionado a questões de segurança fronteiriça.
Rejeição das tarifas impostas por Trump
As resoluções representam uma tentativa do Congresso de manifestar sua oposição às tarifas comerciais estabelecidas durante o governo Trump, consideradas prejudiciais para negociações internacionais e para setores específicos da economia americana. Os senadores afirmam que as tarifas prejudicam o comércio global e não atendem mais aos interesses nacionais.
Segundo o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, as resoluções enviam um sinal claro de que o Congresso discorda das políticas tarifárias do ex-presidente, citando impactos negativos no setor agrícola e manufatureiro.
Encerramento do estado de emergência
Outra resolução aprovada busca encerrar o estado de emergência nacional declarado por Trump em 2019, a fim de desocupar fundos destinados à construção de um muro na fronteira com o México. Apesar da aprovação no Senado, a medida deve encontrar resistência na Câmara dos Deputados, que não deve dar andamento às propostas.
Implicações políticas e futuras ações
Embora as resoluções não tenham poder de veto, sua aprovação reforça a posição do Congresso contra as políticas tarifárias e o estado de emergência. A expectativa é de que, caso as resoluções avancem, elas possam influenciar futuras gestões presidencialistas e o cenário diplomático.
De acordo com analistas, essas ações representam uma tentativa de limitar os poderes do Executivo e fortalecer a atuação do Legislativo em temas de comércio internacional e segurança nacional.
Desenvolvimento jurídico e relação com a China e União Europeia
As tarifas de Trump, que atingiram principalmente produtos importados da China e de países da União Europeia, geraram tensões comerciais e tiveram impacto na economia global. Especialistas ressaltam que o Congresso busca atualmente formas de modificar ou reverter essas políticas, visando diminuir os efeitos de políticas protecionistas.
Segundo o G1, o cenário político dos EUA continua incerto quanto ao futuro dessas resoluções, que ainda precisam passar por processos na Câmara e podem ser vetadas pelo Executivo.


