Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Atrasos em voos nos EUA aumentam com a paralisação do governo

A paralisação do governo nos EUA impacta viagens aéreas, com milhares de voos atrasados e passageiros apreensivos.

No contexto da atual paralisação do governo, que se aproxima de seu segundo mês, aeroportos em todo os Estados Unidos enfrentam problemas significativos. Com a escassez de pessoal, os atrasos nos voos estão se acumulando, causando frustração nos passageiros. Este fim de semana foi particularmente complicado, com longas filas e mais de 5.000 voos atrasados apenas no domingo, conforme relatado pela Administração de Segurança de Transporte (TSA).

A situação nos aeroportos americanos

Durante o último fim de semana, aeroportos como o de Chicago O’Hare e o de Nova York também reportaram dificuldades extremas em suas operações. Com a TSA realizando quase 2,7 milhões de triagens, o impacto da paralisação tornou-se evidente. O secretário de Transporte, Sean Duffy, alertou que mais atrasos e cancelamentos podem ser esperados caso a situação não mude.

Funcionários sobrecarregados e sem pagamento

Os controladores de tráfego aéreo, essenciais para a coordenação dos voos e considerados funcionários essenciais, estão trabalhando sem remuneração durante essa paralisação. Duffy enfatizou a importância desses trabalhadores e afirmou que muitos estão se vendo forçados a considerar empregos adicionais ou até mesmo mudar de carreira devido à falta de pagamento. “Nenhum deles pode perder dois salários”, disse Duffy, alertando que isso impactará diretamente a segurança dos voos.

Atualmente, a comunidade está enfrentando uma carência de 2.000 a 3.000 controladores, o que está levando a uma pressão para que mais profissionais sejam inseridos no sistema. “Estou tentando colocar mais controladores de tráfego aéreo no sistema”, afirmou Duffy, que reconhece a necessidade crítica desses profissionais para garantir um fluxo aéreo seguro e eficiente.

Impacto nas operações de voo

Na noite de segunda-feira, mais de 2.885 voos que partiam ou chegavam aos EUA foram atrasados, enquanto 70 foram cancelados. Os dados mais recentes mostram que, no domingo, 84% dos minutos de atraso registrados foram atribuídos a problemas de pessoal. Em comparação, antes da paralisação, apenas 5% dos atrasos eram relacionados a este tipo de questão.

O papel da política na crise

Com a situação se deteriorando rapidamente, a Casa Branca divulgou uma declaração culpando os democratas pela paralisação que está provocando essas interrupções significativas nas viagens aéreas. “Os americanos estão pagando o preço pelos jogos políticos doentes dos democratas”, diz o comunicado.

A incerteza nos horários dos voos gerou inquietação entre os viajantes, que passam a questionar a segurança de viajar em um momento em que as torres de controle podem não estar plenamente equipadas. Duffy, no entanto, assegurou que os atrasos e cancelamentos são uma medida para preservar a segurança. “Veremos mais atrasos, veremos mais cancelamentos. Isso porque estamos diminuindo o tráfego para garantir que tenhamos controladores suficientes capazes de gerenciar os voos”, explicou ele, referindo-se às instalações de controle de aproximação por radar.

Conclusão: um futuro incerto para viagens aéreas

Em um momento em que as viagens aéreas são particularmente vulneráveis a crises, a falta de controladores está se tornando um problema crescente. Duffy foi firme ao afirmar que, se as condições de segurança fossem comprometidas, a DOT tomaria medidas drásticas: “Se a aviação estivesse insegura, nós fecharíamos todo o espaço aéreo”. Embora reconheça a gravidade dos atrasos, ele afirmou que no momento atual, não se trata de inviabilizar as viagens, mas de garantir que elas ocorram com o máximo de segurança possível.

À medida que a paralisação do governo continua a afetar a sociedade americana, a esperança é de que uma solução rápida possa ser alcançada, evitando assim danos maiores ao setor de transporte e à segurança dos passageiros.

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