A proliferação de aguapés já pode ser vista em vários pontos do rio Poti em Teresina. O “tapete verde” a princípio se torna uma paisagem “bonita”, mas esconde um grave problema: a vegetação sufoca a vida aquática e indica altos níveis de poluição.
De acordo com a ambientalista Fernanda Fonseca, os esgotos domésticos despejados no rio Poti são alimentos para os aguapés
“A poluição neste momento se dá principalmente pelo esgoto doméstico, pois ele é rico em matéria orgânica, como resto de comida, fezes, que quando começa a se decompor se transforma em alimento para os aguapés. Os peixes e outros seres vivos não vão conseguir ter oxigênio o suficiente para sobreviver, já que o espelho de água é o principal local onde tem a troca de oxigênio”, informou a ambientalista.
Daniel Marçal, gerente de mudanças climáticas da Semarh, destacou que a atuação do órgão estadual é fundamental para dar respaldo técnico e fiscalizatório ao processo.
“A Semarh, como gestora do meio ambiente no Piauí, tem uma responsabilidade direta. Fazemos o monitoramento da qualidade da água, em parceria com a Agência Nacional de Águas, e a fiscalização de lançamentos clandestinos de esgoto doméstico e efluentes industriais. Também atuamos na educação ambiental junto a comunidades ribeirinhas e pescadores, conscientizando sobre o descarte de lixo e esgoto. É um trabalho contínuo de monitoramento, fiscalização e articulação com outros setores para minimizar essa problemática, que se repete ano após ano”, explica o gestor.

















