Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Melissa Said é investigada por tráfico de drogas e apologia às drogas

A influenciadora digital Melissa Said foi presa em operação da Polícia Civil e nega envolvimento com tráfico de drogas.

A influenciadora digital Melissa Said, conhecida por seu conteúdo sobre o uso de maconha, está no centro de uma investigação policial após ser apontada como articuladora de um grupo criminoso envolvido no tráfico de drogas. Detida temporariamente desde sua prisão em 23 de outubro, enquanto se preparava para um evento, ela se manifestou publicamente, dizendo que sua prisão era uma “vergonha”, argumentando contra a criminalização do uso pessoal da maconha.

Detenção e as circunstâncias da operação

Melissa Said foi detida na residência de uma amiga, no bairro de Itapuã, Salvador, durante a “Operação Erva Afetiva”, conduzida pela Polícia Civil. A operação aponta que a influenciadora estava foragida desde 22 de outubro, data em que a polícia começou a investigar suas atividades. De acordo com as autoridades, Melissa também é alvo de investigações por suposta lavagem de dinheiro, além do tráfico interestadual de drogas. Ela foi levada para o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e, em seguida, ao Conjunto Penal Feminino de Brotas.

A influência das redes sociais

Com mais de 300 mil seguidores em suas plataformas, Melissa Said usava sua imagem para promover o uso da maconha, ensinando seus seguidores sobre como evitar a fiscalização policial durante o transporte e consumo de drogas. O enfoque em sua mensagem e os conteúdos que produzia contribuíram para seu crescimento como influenciadora, mas também a transformaram em um alvo para as autoridades. Um dos casos mais polêmicos ocorreu durante o Natal, quando ela supostamente distribuiu “kits” de maconha nas ruas em um gesto considerado por muitos como uma forma de autopromoção.

Conexões e implicações legais

A polícia revelou que Melissa não agia sozinha. Durante a operação, além dela, dois homens foram presos em Lauro de Freitas e outros em São Paulo, com mandados de busca e apreensão realizados em diversas localidades. As investigações começaram em 2024 e revelaram que a influenciadora tinha ligações com fornecedores de drogas na Bahia e em São Paulo, e que estava ativamente envolvida em um esquema de comercialização de maconha através das redes sociais.

O delegado Ernandes Júnior do Denarc, afirmou que a operação teria como foco não apenas a captura da influenciadora, mas também o desmantelamento de toda a rede de tráfico envolvida. Durante as buscas realizadas, foram encontradas pequenas porções de droga e um celular, que passará por perícia para identificar os envolvidos e suas atividades.

Histórico e repercussão

Melissa Said não é estranha à polícia. Anteriormente, ela já havia sido detida após ser flagrada com porções de drogas em 2022, o que levanta questões sobre sua história e a pressão pública diante de suas práticas. Sua situação se tornou ainda mais complexa após a morte de seu ex-marido, o blogueiro Tássio Barcelar, em 2023. Ele, que também produzia conteúdo sobre cannabis, teve um trágico falecimento, e Melissa fez homenagens emocionantes a ele, revelando um lado mais pessoal de sua vida que contrasta com as acusações que enfrenta atualmente.

A situação de Melissa Said tem gerado discussões intensas sobre a regulamentação da maconha no Brasil e a linha tênue entre o uso pessoal, apologia e tráfico. As redes sociais desempenharam um papel significativo em sua ascensão como influenciadora, mas também em sua queda, levantando questões sobre a responsabilidade dos criadores de conteúdo e suas implicações legais.

Próximos passos na investigação

As apurações continuam, com foco na identificação de mais colaboradores e uma análise mais detalhada das comunicações de Melissa nas redes sociais. A sociedade observa atentamente o desenrolar do caso, que promete influenciar as discussões em torno do uso de drogas e a liberdade de expressão no Brasil. Com o curso da investigação ainda em andamento, a defesa de Said não se manifestou, mas a expectativa é que novos desenvolvimentos ocorram nos próximos dias.

As repercussões legais e sociais desse caso continuarão a ser um assunto debatido nas esferas pública e jurídica, enquanto a sociedade brasileira se posiciona sobre a questão do uso de substâncias e a criminalização de seu uso recreativo.

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