Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Influenciadora ‘ervoafetiva’ nega participação em tráfico de drogas

A influenciadora Melissa Said, investigada por apologia ao uso de drogas, permanece presa em Salvador enquanto as investigações continuam.

A influenciadora digital Melissa Said, conhecida por seu conteúdo sobre o consumo de maconha, se tornou alvo de uma operação policial contra o tráfico interestadual de drogas e permanece presa em Salvador. De acordo com informações da Polícia Civil, ela é investigada por apologia ao uso de entorpecentes e pela associação ao tráfico. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, colocando em xeque o papel dos influencers na promoção de substâncias ilícitas.

As acusações contra Melissa Said

Melissa Said, que possui mais de 300 mil seguidores nas redes sociais, afirmou em seu perfil que “ninguém no mundo deveria ser preso por fumar maconha”. Entretanto, as investigações apontam que a influenciadora não apenas defendeu o uso da substância, mas também atuava como articuladora de um grupo que realizava o tráfico de drogas na Bahia e em São Paulo. O delegado Ernandes Júnior, diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), relatou que, durante as festividades de Natal, ela distribuiu petecas de maconha, o que, segundo a polícia, foi uma forma de promover a comercialização do entorpecente.

Entendendo os crimes envolvidos: apologia e associação ao tráfico

Fazer apologia ao uso de entorpecentes pode ser considerado um crime conforme o artigo 287 do Código Penal brasileiro, que criminaliza a promoção ou incentivo a práticas ilegais, inclusive nas mídias sociais. Na prática, isso significa que influenciadores como Melissa Said podem enfrentar consequências legais por seus conteúdos.

Além disso, a associação ao tráfico de drogas é prevista na Lei n.º 11.343/2006, conhecida como Lei de Drogas. Esta lei prevê penas que variam de 3 a 10 anos de prisão para aqueles que se unirem a outras pessoas com a intenção de realizar atividades relacionadas ao tráfico. As investigações indicam que Melissa utilizava sua influência para facilitar e comercializar a maconha, mantendo conexões com fornecedores identificados pelos policiais.

A operação ‘Erva Afetiva’ e as investigações

A operação ‘Erva Afetiva’ foi deflagrada no dia 22 de outubro, resultando em 10 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão em diversas localidades da Bahia e São Paulo. Durante a operação, quatro pessoas foram detidas, duas delas em Lauro de Freitas e duas em São Paulo, onde um dos detidos também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Melissa Said ficou foragida até o dia seguinte, quando foi capturada na casa de uma amiga, localizada no bairro de Itapuã, em Salvador. Após ser detida, ela foi encaminhada ao Denarc, onde enfrentará uma audiência de custódia programada para o dia 25.

A repercussão nas redes sociais e os impactos futuros

O caso de Melissa Said já está gerando debates acalorados nas redes sociais sobre as responsabilidades dos influenciadores e o impacto de suas ações e palavras no comportamento da audiência. A questão central não é apenas sobre o uso da maconha, mas sim sobre como a influência digital pode alterar percepções e fomentar atividades ilegais. Influenciadores que abordam temas polêmicos precisam estar cientes de seu poder e das possíveis consequências legais de suas ações.

Uma discussão mais ampla sobre a legalização da cannabis no Brasil também suscita questionamentos sobre o papel da polícia, das instituições e do próprio Estado no combate ao tráfico de drogas, especialmente em um cenário onde cada vez mais brasileiros defendem o uso medicinal e recreativo da maconha.

A situação de Melissa Said representa um momento crucial não apenas em sua vida pessoal, mas também no contexto da legislação brasileira sobre substâncias controladas. O desfecho de seu caso poderá influenciar futuros debates e posicionamentos acerca do uso da maconha no Brasil.

Fique atento para mais atualizações sobre o caso e outras notícias relevantes no estado, além de acompanhar vídeos do g1 e da TV Bahia.

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