Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Inflação oficial de outubro fica em 0,18%, pressionada por combustíveis

Previsão do IPCA-15 aponta desaceleração devido à queda nos preços dos alimentos, enquanto combustíveis pressionam inflação em outubro

A prévia da inflação oficial de outubro registra alta de 0,18%, influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos combustíveis, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, os preços dos alimentos continuam caindo pelo quinto mês consecutivo, contribuindo para a desaceleração do índice.

Desaceleração do IPCA-15 e metas do governo

O acumulado de 12 meses do IPCA-15 alcança 4,94%, abaixo dos 5,32% registrados no período encerrado em setembro. Os números, divulgados nesta sexta-feira (24), indicam que a inflação ainda se mantém acima da meta do governo, que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, até 4,5%.

Pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), instituições financeiras estimam que o IPCA deve terminar o ano em 4,7%, pouco abaixo do teto da meta.

Principais influências no índice de outubro

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, cinco apresentaram alta entre setembro e outubro:

  • Vestuário (0,45%)
  • Despesas pessoais (0,42%)
  • Transportes (0,41%)
  • Saúde e cuidados pessoais (0,24%)
  • Habitação (0,16%)
  • Educação (0,09%)
  • Artigos de residência (-0,64%)
  • Comunicação (-0,09%)
  • Alimentação e bebidas (-0,02%)

Transportes puxam inflação

O grupo transportes foi o maior responsável pela alta, contribuindo com 0,08 ponto percentual do IPCA-15. Os combustíveis tiveram alta de 1,16%, com a gasolina subindo 0,99% e o etanol, 3,09%. Além disso, passagens aéreas avançaram 4,39% no mês.

Queda nos preços dos alimentos e impacto nos consumidores

No grupo alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio recuou 0,10%, impulsionada por:

  • Cebola (-7,65%)
  • Ovo de galinha (-3,01%)
  • Arroz (-1,37%)
  • Leite longa vida (-1%)

Cada uma dessas quedas representa uma redução de 0,01 ponto percentual no índice. Assim, nos cinco meses consecutivos de baixa, o segmento acumula uma queda de 0,98%, proporcionando alívio na cesta de consumo.

Redução na conta de luz e razões da desaceleração

O grupo habitação apresentou desaceleração de 3,31% para 0,16%, com destaque para a queda de 1,09% na energia elétrica residencial. A explicação está na redução da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para 1. Essa mudança diminui R$ 7,87 o custo adicional por 100 kWh consumidos, em comparação aos R$ 4,46 do nível 1.

O acréscimo na tarifa é uma necessidade para cobrir custos de usinas termelétricas em períodos de baixa nas águas das hidrelétricas, devido à energia mais cara gerada por essas usinas.

Diferenças entre IPCA e IPCA-15

O IPCA-15 segue metodologia semelhante ao IPCA, usada como referência para a política de meta de inflação do governo. A principal diferença reside no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Para o IPCA-15, a coleta foi realizada entre 16 de setembro e 13 de outubro, em 11 localidades do país, enquanto o IPCA será divulgado em 11 de novembro, cobrindo 16 regiões metropolitanas.

Ambos os índices avaliam uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, atualmente a R$ 1.518.

Para mais informações, confira a fonte oficial.

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