Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Banco Central manifesta preocupação com inflação fora da meta no Brasil

Presidente do BC afirma que juros altos persistirão para conter a inflação e expectativas desancoradas no país

O Banco Central está “bastante incomodado” com a inflação fora da meta no Brasil, declarou Gabriel Galípolo, durante evento na Indonésia nesta quinta-feira (23/10).

Inflação acima da meta e política monetária restritiva

Atualmente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, acumula 5,17% em 12 meses, acima dos 3% estabelecidos pelo BC. Galípolo reforçou que a política monetária deve se manter em um patamar restritivo, com juros altos, por um período prolongado. Hoje, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano.

“A inflação e expectativas seguem fora do que é a meta, isso é um ponto de bastante incômodo para o Banco Central”, afirmou o presidente em entrevista à agência Reuters, durante a apresentação no Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta. “Estamos falando de uma inflação que está em processo de redução e retorno à meta, graças à diligência do BC no combate à inflação”, completou Galípolo.

Perspectivas e desafios da política monetária

De acordo com ele, a economia brasileira passa por um ciclo de crescimento contínuo, mas ainda mantém a inflação elevada. Isso exige que o BC permaneça com a taxa de juros em nível elevado por um período prolongado para equilibrar desemprego baixo, crescimento econômico e controle inflacionário.

Apesar do compromisso do Banco Central com a política de juros altos, o presidente do BC integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações de Galípolo evidenciam o dilema enfrentado pelo BC diante das críticas do governo, liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que defende uma redução na taxa de juros, alegando que a política monetária atual é excessivamente restritiva.

Impactos na economia brasileira

Especialistas avaliam que a manutenção de juros elevados é essencial para que o país consiga consolidar a trajetória de redução da inflação e evitar uma desancoragem das expectativas dos agentes econômicos. Segundo Galípolo, esse esforço é fundamental para assegurar o equilíbrio entre crescimento sustentável, baixo desemprego e controle inflacionário.

O cenário, no entanto, divide opiniões entre as autoridades e os setores econômicos, uma vez que a alta dos juros também pode desacelerar o crescimento e aumentar os custos de financiamento.

Assim, o Banco Central continuará monitorando de perto a evolução da inflação e ajustará sua política conforme necessário para garantir o cumprimento da meta, mesmo diante das pressões por uma eventual redução dos juros.

Para saber mais, acesse a matéria completa.

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