Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Índice de angústia econômico no Brasil é o menor desde 2002

O diretor do Banco Central anunciou que o Índice de Angústia, menor desde 2002, é reflexo do crescimento do mercado de trabalho.

O diretor de política monetária do Banco Central (BC), Nilton David, revelou nesta quinta-feira (9/10) que o Índice de Angústia, que representa a relação entre desemprego e inflação, atingiu o menor nível desde 2002. Essa queda é atribuída ao aquecimento do mercado de trabalho e à diminuição da taxa de desocupação. As declarações foram feitas durante um evento promovido pela Câmara Espanhola em São Paulo.

Crescimento econômico acima do esperado

David ressaltou que a atividade econômica no Brasil cresceu mais do que o previsto nos últimos anos, surpreendendo tanto economistas quanto o mercado. No entanto, ele alertou que, a partir deste momento, o crescimento da economia deverá ser mais moderado. “Se a atividade continuar a crescer além do seu potencial, a inflação não atingirá a meta, pois haverá pressão sobre os preços”, explicou.

Inflação sob controle e taxa Selic atual

Em relação à inflação, o diretor destacou que o Banco Central está algo incomodado com as expectativas que estão fora da meta estabelecida. O Comitê de Política Monetária (Copom) acredita que a taxa de juros, atualmente em 15% ao ano, é suficiente para controlar a inflação, cujo alvo é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

“Manter a taxa Selic em níveis elevados não é algo que o Banco Central deseja. Todos nós reconhecemos que os juros no Brasil estão altos”, afirmou David, enfatizando a complexidade da situação. O diretor declarou que a instituição não tem “nenhum prazer” em manter a taxa Selic elevada, reconhecendo o impacto que isso tem sobre a economia e a vida dos brasileiros.

“O passar do tempo, com os juros percebidos como apertados por todos, inclusive pelo Banco Central, também é um incômodo. O Banco Central não tem nenhum prazer em manter juros apertados”, complementou David.

Nível de incerteza na economia global

Durante a coletiva, David foi questionado sobre os comunicados e atas do comitê, que frequentemente mencionam um “nível de incerteza”. Ele respondeu que a única certeza é a incerteza que também está afetando o mundo todo. O diretor citou tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a expectativa em relação ao encontro entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

David afirmou que é importante ter humildade para reconhecer que a previsão dos próximos passos é difícil e ressaltou a necessidade de responsabilidade ao monitorar os movimentos do mercado e ao analisar os dados disponíveis. “Precisamos olhar com lupa para as informações que já temos”, concluiu.

Conclusão: um olhar otimista e cauteloso

Apesar dos desafios, o cenário apresentado por Nilton David é um sinal de otimismo cauteloso. O menor Índice de Angústia desde 2002, a situação do mercado de trabalho e a expectativa de crescimento moderado são motivos para que tanto o governo quanto os cidadãos se mantenham atentos às dinâmicas econômicas. Com uma taxa Selic em 15% e a necessidade de controlar a inflação, será fundamental acompanhar as políticas monetárias do Banco Central e a evolução da economia brasileira nos próximos meses.

Essa combinação de fatores evidencia a importância de um planejamento econômico sólido e de estratégias que garantam o equilíbrio entre crescimento, emprego e estabilidade de preços.

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