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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Jovem em coma após consumir gin adulterado com metanol em SP

<p> Rafael Anjos Martins, de 28 anos, permanece em estado crítico após intoxicação por bebida suspeita de conter metanol em SP.</p>

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Rafael Anjos Martins, um jovem de apenas 28 anos, está em coma desde o dia 1º de setembro após ingerir gin cuja suspeita é de estar adulterado com metanol, uma substância altamente tóxica. A tragédia aconteceu na região de Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, e Rafael permanece internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Osasco.

O estado de saúde de Rafael Anjos Martins

De acordo com sua mãe, Helena Martins, Rafael está respirando com a ajuda de um ventilador e atualmente não apresenta fluxo sanguíneo cerebral. "Não houve nenhuma alteração no quadro dele. Continua muito crítico", revelou Helena, que tem passado suas horas ao lado do filho no hospital. A família enfrenta um momento de angustia e incerteza, mas permanece unida e esperançosa.

Os riscos do metanol e os sinais de intoxicação

O metanol, um álcool que é utilizado em diferentes produtos industriais, é extremamente perigoso quando ingerido. Sua metabolização no fígado produz substâncias tóxicas que podem causar danos graves ao sistema nervoso, às funções visuais e até levar à morte. Os sintomas iniciais da intoxicação incluem dor de cabeça intensa, confusão mental e problemas visuais, que foram relatados por Rafael e seus amigos, que também sentiram os efeitos da bebida.

Amigo de Rafael, Diogo Marques de Sousa, comentou sobre o desespero que sentiu após acordar sem enxergar e com uma forte dor de cabeça. Ele, juntamente com Rafael e outra amiga, havia consumido o gin uma noite antes de começarem a apresentar os sintomas.

Investigações e apreensões de bebidas contaminadas

As autoridades foram acionadas e um inquérito policial está em andamento para investigar as circunstâncias que rodeiam a venda dessas bebidas. Duas garrafas do gin consumido foram apreendidas, além de outras 14 que estavam lacradas, todas enviadas para análise pericial. Até o momento, foram registrados pelo menos 22 casos de intoxicação por metanol em São Paulo, com cinco mortes relacionadas já confirmadas, provocando uma onda de preocupação entre os consumidores e as autoridades sanitaristas.

A Secretaria da Segurança Pública revelou que mais de 800 garrafas de diferentes bebidas alcoólicas foram apreendidas e direcionadas para análise no Instituto de Criminalística. As fiscalizações ocorrem após o aumento repentino de casos de intoxicação, evidenciando a necessidade urgente de maior controle sobre a procedência das bebidas. Entre os locais investigados estão bares e adegas da capital paulista e região metropolitana.

Casos de cegueira e danos permanentes

Além do caso de Rafael, outro incidente chocante é o da designer de interiores Radharani Domingos, que perdeu a visão após ingerir vodka em um bar na cidade. Ela permanece sob cuidados médicos, mas os tratamentos não garantem a recuperação de sua visão. Isso levanta questões sérias sobre a segurança das bebidas disponíveis no mercado e o que as autoridades estão fazendo para proteger os consumidores.

A importância da conscientização e prevenção

O governo de São Paulo criou uma força-tarefa para investigar casos de intoxicação por metanol e alertar a população sobre os riscos. A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária é que a população redobre a atenção ao consumir bebidas alcoólicas de procedência desconhecida, reconhecendo os sinais de intoxicação que podem surgir após a ingestão.

Os sintomas de intoxicação por metanol podem variar com a gravidade, e incluem desde efeitos mais leves como náuseas e cefaleias, até efeitos devastadores como convulsões e perda de consciência. A orientação é que em caso de suspeita de ingestão dessa substância, a pessoa busque imediatamente atendimento médico para evitar consequências fatais.

A situação atual é um alerta para todos, lembrando da seriedade dos riscos associados ao consumo de bebidas alcoólicas. A luta contínua de famílias, como a de Rafael, destaca a urgência de uma ação efetiva das autoridades e a importância da informação para garantir a segurança de todos os consumidores.

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