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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Pacote de segurança de Motta aumenta pena para homicídio de policiais

<p> Proposta visa criar novos tipos penais e aumentar penas para crimes contra a segurança pública em resposta à pressão política.</p>

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Em meio a pressões políticas e a um impasse na votação da PEC da Blindagem, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou mudanças significativas na agenda legislativa. Para hoje, está prevista a votação de um pacote robusto de segurança pública que inclui propostas polêmicas, como o aumento de pena para homicídios de policiais e a introdução de um novo tipo penal voltado contra o crime organizado, conhecido como “novo cangaço”.

O que inclui o pacote de segurança?

O pacote de segurança que será votado inclui um requerimento de urgência para oito propostas, todas com enfoque na segurança pública. A medida mais controversa estabelece o crime de “domínio de cidades,” uma prática que ganhou notoriedade nos últimos anos, com assaltos organizados em municípios do interior brasileiro, e que simboliza a crescente ousadia de quadrilhas armadas.

Atualmente, esses crimes podem ser considerados como roubo qualificado, com penas que variam de 4 a 10 anos, embora em casos agravados a pena possa chegar a 12 anos. A nova proposta, no entanto, cria um tipo penal específico que prevê punições que vão de 12 a 30 anos, além de incluir esse crime na Lei de Crimes Hediondos, o que dificulta a concessão de anistia e diminui a possibilidade de benefícios relacionados à progressão de pena.

A pressão sobre Hugo Motta

A PEC da Blindagem, que buscava restringir o processamento de parlamentares, foi aprovada pela Câmara, mas foi barrada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o que aumentou a pressão sobre Motta. A discussão sobre o endurecimento das leis de segurança pública, por outro lado, é um tema que conta com forte apelo popular, e Motta está tentando se alinhar com a bancada da bala, que defende uma qualquer forma de proteção mais incisiva para as forças de segurança.

Além do novo tipo penal, o pacote inclui a alteração do Código Penal para aumentar as penas para homicídios e lesões corporais quando a vítima for um policial ou um servidor. Atualmente, a pena para homicídio simples varia de 6 a 20 anos, mas a nova proposta pode eleva-la até 30 anos, especialmente se o crime for cometido contra agentes públicos.

Crescimento das facções criminosas

Outro foco da proposta é a Lei de Organizações Criminosas, que hoje prevê penas de 3 a 8 anos para quem integra facções. Com a proposta de Motta, essa pena máxima pode ser aumentada para 12 anos, ressaltando a preocupação do governo com o avanço das facções criminosas que têm diversificado suas atuações, superando o tráfico de drogas.

O pacote também abrange a criação do crime de obstrução da Justiça, voltado para práticas como destruição de provas e intimidação de testemunhas, com penas que podem chegar a até 8 anos. A legislação atual já penaliza esses atos, mas a nova proposta busca enquadrá-los como crimes autônomos, aumentando o rigor contra esse tipo de prática.

Financiamento da segurança pública

No que tange ao financiamento da segurança, uma das propostas transfere diretamente aos estados os bens e valores apreendidos em crimes de tráfico. Além disso, outra proposta prevê o aumento da arrecadação destinada às polícias estaduais a partir de apostas esportivas, ligando uma parte da receita diretamente ao custeio das forças de segurança. Esse movimento visa garantir recursos adicionais ao setor, em resposta às necessidades crescentes enfrentadas atualmente.

Em resumo, o pacote de segurança que será votado hoje representa um movimento estratégico de Hugo Motta para responder a um cenário de desgaste político e atender à pressão da bancada policial. Com medidas que preveem o endurecimento das penas e a criação de novos tipos penais, espera-se que o projeto proporcione uma resposta eficaz ao crescente desafio da criminalidade no Brasil.

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