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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Apresentadores de podcast denunciados por homofobia no Ceará

<p> Ministério Público do Ceará processa apresentadores por injúrias homofóbicas contra jornalista em episódio de podcast.</p>

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No dia 1º de setembro, dois apresentadores de um podcast da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, se envolveram em uma polêmica que culminou em uma denúncia por homofobia feita pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). A ação, divulgada na última sexta-feira (26), se baseia em ofensas direcionadas a uma jornalista local, que foi chamada de “sapatãozinha” durante um episódio da atração.

Denúncia por injúrias homofóbicas

A denúncia afirma que os apresentadores João Paulo Ramos e o ex-vereador Janu proferiram injúrias de cunho homofóbico contra a jornalista, utilizando termos pejorativos que não apenas ofenderam a profissional, mas também expuseram o caso a um público amplo, uma vez que o podcast é transmitido em redes sociais de grande alcance. No episódio, além da ofensa, foi insinuado, sem qualquer prova, que a jornalista estaria recebendo dinheiro de políticos para publicar matérias favoráveis.

Consequências para os responsáveis

Em busca de responsabilizar os acusados, o MPCE propôs uma série de medidas contra os apresentadores. Entre as solicitações, destaca-se o pedido de suspensão das contas do podcast “Na Lata” em plataformas como Instagram e YouTube por um período de seis meses. Além disso, o Ministério Público requer que os apresentadores indenizem a jornalista com um valor correspondente a 20 salários mínimos por danos morais e mais dez salários mínimos por danos à coletividade, considerando a natureza pública da ofensa.

Medidas protetivas

Na tentativa de proteger a jornalista, o MPCE solicitou também à Justiça que os apresentadores sejam proibidos de mantê-la em contato e que se mantenham a uma distância mínima de 300 metros dela. Essas medidas visam não apenas garantir a segurança da profissional, mas também reforçar a zero tolerância com comportamentos que fomentam a homofobia e a discriminação.

A gravidade da situação

O MPCE enfatizou a seriedade do crime, observando que as injúrias homofóbicas foram cometidas em um contexto que potencializa a difamação e reforça práticas discriminatórias. Em sua argumentação, a promotoria ressaltou que as ofensas foram transmitidas em um programa com grande repercussão nas redes sociais, expondo a vítima ao escárnio público e ampliando o alcance do dano causado.

A defesa dos apresentadores

Até o momento, o g1 tentou buscar uma posição da defesa dos apresentadores, mas não recebeu retorno. O caso levanta questões importantes sobre a liberdade de expressão e os limites dessa liberdade, especialmente quando se trata de discurso de ódio e homofobia em plataformas digitais. O podcast, que se propõe a entretenimento e debate, se viu no centro de uma controvérsia que agora desafia as leis e a percepção social sobre a homofobia no Brasil.

O debate sobre a homofobia e o respeito à diversidade sexual continua sendo um tema crucial no Brasil. Casos como o que ocorreu em Juazeiro do Norte refletem a necessidade de um olhar atento à forma como a mídia pode influenciar a sociedade, e à responsabilidade que os comunicadores têm ao se dirigirem ao público. O MPCE, ao atuar de maneira incisiva, busca não apenas punir os culpados, mas também criar um precedente que desencoraje práticas semelhantes no futuro.

Assista aos vídeos mais vistos do Ceará e acompanhe o desdobramento desse caso, que promete impactar não apenas a vida da jornalista, mas também a dinâmica das discussões sobre homofobia e liberdade de expressão nas plataformas digitais.

Para mais informações, confira o relato completo [neste link](https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2025/09/30/apresentadores-de-podcast-que-chamaram-jornalista-de-sapataozinha-sao-denunciados-por-homofobia.ghtml).

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