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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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América enfrenta trauma coletivo, explicam especialistas em saúde mental

<p> Profissionais afirmam que o excesso de notícias traumáticas gera um impacto profundo na saúde mental dos americanos e oferece caminhos para lidar com isso</p>

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Nos últimos meses, os Estados Unidos passaram por uma série de eventos traumáticos, como ondas de violência, discursos acalorados e crises econômicas, que vêm afetando o bem-estar emocional da população, segundo especialistas em saúde mental.

Por que a sociedade americana está vivendo um trauma coletivo

De acordo com a terapeuta Saba Lurie, proprietária da Take Root Therapy, a combinação de ciclos de notícias 24 horas, algoritmos de redes sociais e acontecimentos globais desafiadores criou uma "tempestade perfeita" para o surgimento de um trauma secundário generalizado.

Ela explica que o cérebro não distingue se a ameaça é real ou vista na tela. A ativação do sistema de luta ou fuga — que libera hormônios como cortisol e adrenalina — é uma resposta automática do organismo, voltada à proteção, mesmo que a ameaça esteja a milhares de quilômetros de distância.

Como a exposição contínua a notícias traumáticas afeta o corpo e a mente

A circulação constante de informações negativas pode gerar fadiga, dores de cabeça, tensão muscular e problemas digestivos, conforme aponta Jenny Shields, psicóloga clínica. Com o tempo, esse estresse prolongado aumenta a probabilidade de desenvolver ansiedade, depressão e sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, como pesadelos e sensação de entorpecimento emocional.

O impacto na visão de mundo também é notável. Pesquisas indicam que a sensação de insegurança e desconfiança cresce, levando as pessoas a duvidar da estabilidade e da segurança do ambiente ao seu redor.

Estratégias para manter o equilíbrio diante da sobrecarga de notícias

Especialistas recomendam ações simples para recuperar o senso de controle, como praticar técnicas de respiração profunda, realização de passeios ao ar livre e limitar o consumo de notícias a horários específicos. “Focar no presente, com pequenas atividades diárias, reforça a sensação de segurança e ajuda a desativar o sistema de alerta do cérebro,” afirma Lurie.

Conectar-se com uma rede de apoio, como amigos ou familiares, também auxilia na estabilização emocional. Além disso, estabelecer limites no uso das redes sociais e evitar a exposição contínua às fontes de notícias traumáticas são passos essenciais para preservar a saúde mental.

Perspectivas e cuidados para o futuro

Para lidar com o momento de crise, os profissionais destacam a importância do autocuidado e do reconhecimento de que, embora o mundo exterior seja imprevisível, podemos controlar nossa resposta a ele. Incorporar momentos de tranquilidade na rotina diária, como journaling ou atividades espirituais, ajuda a fortalecer a resiliência emocional.

Segundo estudos, essa abordagem é fundamental para diminuir os efeitos do trauma colectivo e fortalecer o equilíbrio psicológico da sociedade em tempos desafiadores.

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