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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

CEO do Ticketmaster justifica altos preços de ingressos para shows

<p> Michael Rapino defende os preços elevados de ingressos, gerando forte repercussão e críticas nas redes sociais</p>

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O CEO da Live Nation-Ticketmaster, Michael Rapino, causou polêmica ao defender os altos preços dos ingressos de shows em uma entrevista recente. Para ele, os valores atuais refletem uma percepção equivoca do mercado musical, alegando que o preço médio de um ingresso é de R$ 72 e que, na verdade, a música ainda estaria subavaliada.

Defesa de Rapino e as controvérsias

Durante a entrevista, Rapino afirmou que "a música tem sido subestimada" e comparou os preços de eventos esportivos aos de shows. "Se você pagar R$ 70 mil por um jogo do Knicks, por que não gastar R$ 800 para ver Beyoncé?", questionou. Ele ainda acrescentou que a indústria ainda tem espaço para aumentos e que, na sua visão, os preços de ingressos de shows estão abaixo do que deveriam ser.

Porém, tais declarações despertaram a revolta do público. Usuários nas redes sociais criticaram duramente os comentários do CEO, destacando que a subida dos preços exclui os verdadeiros fãs e prejudica a experiência ao vivo. Uma internauta escreveu: "Fazer da música um privilégio para os elites é algo intencional".

Reações online e críticas à monopolização

Outra pessoa chamou a atenção para o impacto das altas tarifas na presença do público nos eventos: "Diga isso a qualquer artista que lida com uma plateia vazia, porque os fãs de verdade não conseguem pagar pelas melhores cadeiras". Ela comentou ainda que alguns executivos e suas famílias podem estar ocupando os lugares de destaque, mesmo sem conhecerem todas as músicas.

Diversos internautas também criticaram o fato de uma única empresa monopolizar o mercado de ingressos e ainda assim sentir necessidade de justificar publicamente o aumento de preços. Como apontado por um usuário, "Arruinando a música ao vivo, uma apresentação de cada vez".

Perspectivas e o impacto na experiência ao vivo

Especialistas afirmam que a postura de Rapino reforça uma tendência de commoditização da cultura, tornando os shows cada vez mais acessíveis apenas a quem pode pagar. A resistência dos fãs evidencia o desejo de uma maior democratização do acesso à música ao vivo.

Enquanto isso, diversas vozes continuam a questionar a sustentabilidade do modelo de negócios que prioriza lucros acima do relacionamento com o público. O debate permanece aberto: até que ponto os preços de ingressos podem continuar subindo sem afetar a essência do espetáculo ao vivo?

O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo e participe do debate.

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