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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Por que a liderança feminina no clima nunca foi tão urgente

<p> A atuação de mulheres na defesa do meio ambiente impulsiona ações globais contra as mudanças climáticas e fortalece a urgência por liderança feminina.</p>

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Após uma década dedicada ao tema, acredito que empoderar mulheres é uma das estratégias mais eficazes para promover mudanças reais no combate às mudanças climáticas. De lideranças a manifestações populares, elas estão assumindo papéis essenciais em todos os setores, desafiando o status quo e exigindo ações urgentes.

Dados que reforçam o protagonismo feminino no clima

Estudos mostram que mulheres são duas vezes e meia mais propensas a exigir respostas governamentais sobre o clima e 60% mais propensas a usar suas vozes para advocating mudanças. Empresas lideradas por mulheres também tendem a adotar medidas mais decisivas para combater o aquecimento global, incluindo a transparência nas emissões. Como destacou a ativista ugandesa Vanessa Nakate: “A mulher é a força mais poderosa contra a mudança climática”.

Impacto de lideranças femininas na história do clima

Um exemplo emblemático é Greta Thunberg, cuja manifestação solitária na Suécia evoluiu para um movimento global que pressionou governos, inclusive o Canadá, a adotarem ações mais firmes. No âmbito internacional, as lideranças femininas tiveram papel central nas negociações do Acordo de Paris, em 2015, contribuindo para o sucesso do pacto climático mundial.

Iniciativas e redes de mulheres líderes no clima

Em 2018, organizei o evento "Women Kicking it on Climate Summit", reunindo mulheres de várias partes do mundo para impulsionar o cumprimento das metas do Acordo de Paris. As conexões feitas naquele encontro alimentaram o avanço da agenda climática global e reforçaram que a liderança feminina é fundamental.

Projetos atuais e conquistas recentes

Após deixar a política, fundei a "Women Leading on Climate", uma rede mundial de mulheres líderes dedicadas a ações concretas pelo clima. Em 2024, lançamos, durante a Climate Week em Nova York, uma coalizão global junto ao We Mean Business Coalition. Nosso objetivo é triplicar as fontes de energia renovável, eliminar os combustíveis fósseis e promover planos climáticos audaciosos, com vozes de líderes como Laurence Tubiana, Patricia Espinosa e Jennifer Morgan.

Uma vitória importante ocorreu na COP29, ao denunciar a exclusão das mulheres da comissão organizadora, feito que foi corrigido após nossa intervenção. Além disso, apresentamos uma carta de apelo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, assinada por lideranças femininas de diferentes setores, clamando por ações mais ambiciosas contra o aquecimento global. A campanha #WomenLeadingonClimate atingiu 14,6 milhões de pessoas, incluindo ativistas como Nakate e Sophia Kianni.

Perspectivas para o futuro da liderança feminina no clima

Hoje, nossa rede conta com mais de 500 membros e capítulos em diferentes continentes, incluindo Canadá, União Europeia, Austrália e Brasil. Nesse momento de retrocesso em algumas políticas ambientais, a liderança feminina se torna mais vital do que nunca, impulsionando ações transformadoras e defendendo a justiça climática.

O crescimento de grupos como o Women Leading on Climate demonstra que as mulheres são a força fundamental para avançar o combate ao clima. Nosso compromisso é continuar ampliando essa influência, promovendo mudanças estruturais e mobilizando lideranças globais rumo a um futuro sustentável.

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