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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Dois novos fatores de risco para demência são descobertos por pesquisadores

<p> Estudos revelam que colesterol alto após os 40 anos e perda de visão não tratada aumentam o risco de desenvolver demência.</p>

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Pesquisadores da comissão da The Lancet identificaram dois novos fatores modificáveis que elevam o risco de demência: colesterol alto após os 40 anos e perda de visão não tratada. Essas descobertas ampliam o entendimento sobre os fatores de risco relacionados ao envelhecimento cerebral.

Novas evidências sobre fatores de risco para demência

O estudo, publicado na revista The Lancet, faz parte de uma série de análises que já identificaram 12 fatores modificáveis, responsáveis por quase metade dos casos globais de demência. Os pesquisadores analisaram 14 estudos sobre perda de visão e 27 sobre colesterol alto, confirmando sua relação com o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.

Colesterol alto após os 40 anos

De acordo com os autores, o colesterol LDL elevado, conhecido como “mau colesterol”, pode provocar o endurecimento das paredes dos vasos sanguíneos no cérebro e no coração, dificultando o transporte de oxigênio. Isso aumenta o risco de danos neuronais e contribui para o avanço da demência, especialmente em idades mais avançadas.

Perda de visão não tratada

Especialistas explicam que a perda de visão, comum em adultos mais velhos, tende a estar relacionada a fatores metabólicos como hipertensão, diabetes mal controlada e colesterol elevado. Quando a visão não é devidamente tratada, há uma menor participação em atividades cerebrais estimulantes, como leitura, jogos de raciocínio e interações sociais, que são essenciais na prevenção da demência.

Inter-relação entre saúde cardiovascular e cognitiva

Dr. Arman Fesharaki-Zadeh, neurologista e neuropsiquiatra da Yale Medicine, comenta que essas condições afetam os vasos sanguíneos e o cérebro, dificultando o fluxo de oxigênio às áreas vulneráveis a danos. “O que afeta o coração, também afeta o cérebro”, reforça o especialista, indicando a importância de uma abordagem integrada na saúde.

Como reduzir o risco de demência

Segundo o estudo, a melhor estratégia é manter uma equipe médica que compreenda sua história clínica e trabalhe na prevenção de fatores de risco, especialmente na meia-idade. Controle do colesterol, hipertensão e diabetes por meio de medicamentos, dieta equilibrada e exercícios físicos podem ser fundamentais na redução do risco de desenvolvimento da doença.

Fesharaki-Zadeh destaca que é possível prevenir até 40% dos casos de demência, sobretudo quando há ações precoces. Além disso, alterações no estilo de vida, mesmo em idades avançadas, podem melhorar a saúde cerebral, pois o cérebro é altamente plástico.

Próximos passos na prevenção da demência

Os especialistas recomendam que adultos façam exames periódicos para detectar precocemente sinais de neurodegeneração e marcadores genéticos. Iniciar consultas com médicos de atenção primária para discutir riscos e estratégias de prevenção é essencial. Essas ações podem retardar o progresso da demência ou até evitá-la completamente, mesmo em pacientes com fatores hereditários.

As descobertas reforçam a importância de um estilo de vida saudável e de acompanhamento médico contínuo na luta contra uma das condições neurodegenerativas mais desafiadoras do envelhecimento.

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