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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Senado rejeita por unanimidade a PEC da Blindagem

<p> A Comissão de Constituição e Justiça do Senado derrubou a proposta que buscava restringir processos contra parlamentares.</p>

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Nesta quarta-feira (24/9), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por unanimidade a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. Essa proposta destinava-se a restringir processos judiciais contra deputados e senadores, mas foi barrada após uma forte reação popular. O texto já havia sido aprovado anteriormente na Câmara dos Deputados, mas a decisão do Senado representa uma vitória para aqueles que defendem mais transparência e responsabilidade entre os representantes do povo.

A proposta da PEC da Blindagem

A PEC da Blindagem previa que parlamentares e presidentes de partidos políticos com representação no Congresso só poderiam ser processados criminalmente com a autorização da própria Casa Legislativa a partir do momento em que tomassem posse. Além disso, a proposta estabelecia a necessidade de votação secreta para esses processos, com decisão a ser proferida em até 90 dias após o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora tenha recebido apoio inicial na Câmara, onde foi aprovada com uma votação expressiva no dia 16 de setembro, a PEC encontrou ferozes objeções nas ruas. Manifestações ocorreram em todas as 27 capitais brasileiras, contando com a participação de partidos políticos, movimentos sociais, artistas e influenciadores, que clamavam por justiça e o fim da impunidade.

Manifestação popular e reafirmação da justiça

Na apresentação do seu parecer, o relator da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou que a rejeição da PEC reflete o respeito pela vontade popular. Em uma declaração contundente, Vieira afirmou: “Não podemos confundir prerrogativas com proteção àquele que comete crimes. A sociedade brasileira grita em sentido diametralmente oposto a essa proposta”. Essa mensagem foi ecoada nas manifestações que ocorreram recentemente, demonstrando a insatisfação do público com a tentativa de blindar parlamentares.

O relator também enfatizou sua confiança de que o plenário da CCJ ratificaria a rejeição da proposta, descrevendo a PEC da Blindagem como uma "página triste" do legislativo que precisava ser virada. Ele concluiu afirmando o desejo por mais justiça na política brasileira, um anseio compartilhado por muitos brasileiros.

Tentativas de salvamento do texto

Antes da votação, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) tentou apresentar uma emenda que restringia a blindagem apenas para investigações envolvendo “crimes contra a honra” ou imputações baseadas em opiniões dos parlamentares. Entretanto, Moro recuou e retirou a emenda, e as outras sugestões apresentadas foram rejeitadas pela comissão, sinalizando uma oposição contundente à PEC.

Após a rejeição da PEC na CCJ, o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), anunciou que ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), haviam chegado a um acordo para também derrubar a proposta no plenário. A data para essa votação, no entanto, ainda não foi definida.

Conclusão

A rejeição da PEC da Blindagem pelo Senado representa um passo importante para a manutenção da integridade política no Brasil e a defesa da accountability de seus representantes. Em tempos em que a desconfiança nas instituições é grande, essa decisão pode ser vista como um sinal de que a voz do povo e suas manifestações têm o poder de influenciar as ações legislativas. Os cidadãos brasileiros demandam maior transparência e responsabilidade de seus parlamentares, e a nova deliberação é um reflexo desse apelo.

Para mais informações, acesse aqui.

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