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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Gilmar Mendes elogia atuação de Haddad, comparando-o a FHC

<p> Ministro do STF destaca a capacidade de Fernando Haddad em persuadir sobre mudanças econômicas, fazendo analogia com Fernando Henrique Cardoso.</p>

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No último dia 23 de setembro, durante o 2º Congresso de Direito Tributário do IDP, em Brasília, o ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez uma comparação notável entre o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mendes afirmou que a forma como Haddad se dedica a convencer as pessoas sobre a necessidade de mudanças na economia lhe faz lembrar do ex-presidente, em um momento em que o país enfrenta desafios econômicos importantes.

O papel pedagógico de Haddad na economia

A fala de Gilmar Mendes ressaltou a importância do papel pedagógico que a liderança política deve assumir em tempos de crise. “Brasil tem razões para otimismo. E se não tivesse, bastaria ter alguém como Haddad na Fazenda. A responsabilidade com que ele lida, a forma como explica e convence as pessoas, eu me lembro de ninguém menos que Fernando Henrique Cardoso”, declarou o ministro do STF.

Tal declaração reflete a admiração de Mendes pela habilidade de Haddad de dialogar com a sociedade e buscar a concordância popular em torno de reformas necessárias, particularmente em um cenário marcado por incertezas econômicas. A comparação não é inserida casualmente; Mendes acredita que a atuação de Haddad ecoa a necessidade de uma comunicação clara e persuasiva, como foi o legado de FHC ao implementar o Plano Real nos anos 90.

A condução das reformas e o diálogo com a sociedade

No evento, Fernando Haddad abordou a condução da reforma tributária e a importância de obter a aprovação em diálogo com o Congresso Nacional, enfatizando a colaboração como uma estratégia para garantir mudanças sustentáveis. “É preciso que todos compreendam que essas reformas são fundamentais para o futuro do Brasil”, disse o ministro, sublinhando sua abordagem de transparência e responsabilidade ao lidar com as questões fiscais.

A relação internacional e a postura do governo Lula

O ministro também fez alusão à importância de fortalecer as relações internacionais, particularmente em relação aos Estados Unidos. Em seu discurso, Haddad mencionou a interação entre o presidente Lula e Donald Trump na Assembleia Geral da ONU. “Agora, parece que o companheiro Trump gostou do companheiro Lula e vão começar a conversar sobre coisas que realmente importam, que é integração econômica e investimentos mútuos”, afirmou.

Esse tipo de diálogo com o governo americano é crucial, especialmente após uma reunião marcada com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que foi cancelada devido a pressões externas. Haddad destacou que essa situação reflete as dificuldades que podem surgir em negociações de alto nível devido a influências políticas e sociais.

A reação do cenário político brasileiro

Enquanto isso, no Brasil, a repercussão desses eventos ecoou nas redes sociais. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou minimamente sobre o aceno feito por Trump, argumentando que a postura do líder americano é uma estratégia de negociação reconhecida. Recentemente, Eduardo se referiu às sanções aplicadas pela administração americana contra a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, o que adiciona um nível de complexidade à política internacional e doméstica.

Em um cenário turbulento, as comparações de Gilmar Mendes entre Haddad e FHC não apenas insinuam esperança para o futuro econômico do Brasil, mas também provocam reflexão sobre o papel das lideranças políticas em tempos de incerteza. A habilidade de persuadir e educar a sociedade sobre a necessidade de reformas é essencial para o progresso do país e o fortalecimento das instituições democráticas.

Com a comparação de Mendes, fica evidente que há uma expectativa sobre a capacidade de Haddad e sua equipe de liderar transformações que possam beneficiar a economia brasileira a longo prazo, resgatando assim a confiança da população e restaurando a estabilidade nas finanças do país.

O momento é delicado, e o olhar esperançoso do ministro do STF para a atuação de Haddad indica que, entre desafios, ainda há espaço para otimismo e transformação, desde que haja uma comunicação eficaz e uma liderança alinhada com as demandas sociais.

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