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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Gleisi Hoffmann se irrita com acusações do União Brasil contra Lula

<p> A ministra Gleisi Hoffmann repudiou afirmações do União Brasil que ligam o governo Lula a investigações sobre crimes.</p>

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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, expressou sua indignação após o partido União Brasil associar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a acusações contra o líder da sigla, Antonio Rueda. O partido acusou Rueda de supostas ligações com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Acusações infundadas geram revolta

“Repudio as acusações infundadas e levianas feitas em nota divulgada hoje pela direção do partido União Brasil. A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a primeira vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes. Isso não é verdade”, publicou a petista em suas redes sociais.

O descontentamento da ministra veio após um ultimato do União Brasil, que determinou a saída de seus filiados do governo Lula. A medida foi tomada após a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, revelar que o nome de Antonio Rueda aparecia nas investigações da Operação Carbono Oculto. Essa operação investiga a infiltração do PCC em setores financeiros e de combustíveis.

Implicações das investigações

De acordo com informações apuradas pelo Metrópoles, Antonio Rueda é apontado como proprietário de aeronaves utilizadas em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa, conforme investigações da Polícia Federal (PF). Em resposta, Rueda negou todas as acusações, alegando que são fruto de interesses políticos.

“Estou sendo alvo de ilações irresponsáveis e sem fundamento. Não há qualquer lastro fático. O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários”, afirmou o presidente do União Brasil.

A Executiva Nacional do União Brasil e outros membros do partido demonstraram apoio a Rueda, questionando a veracidade das informações divulgadas. O vice-presidente do partido, Antônio Carlos Magalhães Neto, declarou: “Causa profunda estranheza que inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados”.

Desembarque do governo Lula

Diante das controvérsias, a Executiva Nacional do União Brasil decidiu acelerar o desembarque do governo Lula, impondo um prazo de 24 horas para que os filiados deixem os cargos no Executivo. Anteriormente, os filiados tinham até o final do mês para se desligarem da gestão petista.

Uma situação delicada envolve o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil). Fontes no Palácio do Planalto indicam que há uma possibilidade de ele permanecer na pasta, caso isto seja do seu interesse. No entanto, ainda não há clareza sobre as alternativas para sua permanência no cargo. Especulou-se que Sabino poderia se licenciar do partido, mas ele não respondeu aos pedidos de comentário da reportagem.

Expectativas e desdobramentos

Esses desdobramentos podem ter um impacto significativo na dinâmica do governo e nas relações entre os partidos. A tensão entre a administração de Lula e o União Brasil acende um alerta sobre a instabilidade política e a necessidade de uma articulação mais eficaz para evitar rupturas que podem comprometer a governabilidade. A medida em que as investigações avançam e as respostas políticas se sucedem, a população brasileira acompanha de perto os impactos que isso pode ter na administração pública e na confiança nas instituições.

Com a pressão sobre a direção do União Brasil, os próximos passos da sigla e a posição de seus filiados se tornam um tema central no debate político nacional, refletindo as complexas relações entre os partidos e o governo. Assim, resta aguardar os desdobramentos dessa crise e suas repercussões futuras.

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