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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Gilmar Mendes minimiza impacto da PEC da Blindagem sobre processos no STF

<p> Ministro do STF afirmou que processos em andamento não serão afetados pela proposta que amplia o foro privilegiado para parlamentares.</p>

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O clima político no Brasil continua tenso, especialmente com a tramitação da chamada PEC da Blindagem no Congresso. Nesta quinta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), abordou o assunto durante um evento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele garantiu que os processos já em andamento na Corte contra parlamentares não sofrerão alterações caso a proposta seja aprovada.

Entenda a PEC da Blindagem

A proposta, que busca restringir ações judiciais contra deputados e senadores, amplia o âmbito do foro privilegiado. De acordo com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, parlamentares somente poderão ser processados criminalmente com autorização prévia do Congresso Nacional. Isso implica que, antes que o STF possa abrir uma ação contra um parlamentar, será necessário o aval da respectiva Casa Legislativa. Essa aprovação deve ocorrer em votação aberta e deve ser concedida em um prazo máximo de 90 dias.

Gilmar Mendes, ao comentar a PEC, foi enfático: “Os processos seguirão seu rumo.” Essa declaração minimiza o temor de que a proposta poderia, de alguma forma, interferir em processos já em curso na Corte. O ministro também se absteve de comentar a constitucionalidade do texto, que já enfrenta críticas de diversos juristas e até de integrantes do próprio Judiciário.

Aprovação e resistência no Congresso

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a PEC representa apenas mais um capítulo das tensões entre os Poderes Executivo e Legislativo. Neste momento, o Legislativo busca ampliar sua margem de proteção institucional. Apesar de ter sido aprovada em primeiro turno na Câmara, a proposta ainda precisa passar pelo Senado. Neste último, enfrenta resistência significativa, em especial do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), que já deixou claro que “não vai passar de jeito nenhum”.

As reações à proposta são diversas e polarizadas. Parte da sociedade e alguns setores políticos enxergam a PEC da Blindagem como uma forma de proteção excessiva a parlamentares que, em muitos casos, já enfrentam processos por corrupção e outros ilícitos. Essa percepção levanta sérias questões sobre a justiça no Brasil e a utilização do foro privilegiado, que pode levar a impunidade.

Outros comentários de Gilmar Mendes

Durante o evento no TSE, Gilmar também foi cauteloso ao comentar sobre o projeto de lei da Anistia, que se refere às punições para aqueles envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Quando questionado sobre o tema, o ministro indicou que seria prudente aguardar para fazer uma avaliação mais precisa sobre a proposta. “É preciso aguardar para fazer uma avaliação mais precisa”, afirmou o decano, adotando uma postura neutra em relação ao tema, que também é alvo de controvérsias entre juristas e a sociedade.

Conclusão: repercussões da PEC da Blindagem

A PEC da Blindagem continua a gerar debates acalorados no Brasil, refletindo a complexidade das interações entre os Poderes. A afirmação de Gilmar Mendes, de que os processos já em andamento não serão afetados, serve como um alívio temporário para quem busca justiça em casos de corrupção envolvendo parlamentares. Contudo, a proposta ainda poderá sofrer alterações significativas no Senado, e o panorama político permanece instável enquanto a população observa atentamente os desdobramentos dessa e de outras matérias que envolvem questões fundamentais da democracia e da justiça no país.

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