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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Putin inspeciona manobras militares conjuntas da Rússia e Belarus

<p> Visita surpresa de Putin para observar exercícios militares gera preocupações entre países vizinhos.</p>

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O presidente russo Vladimir Putin surpreendeu ao visitar a região de Nizhny Novgorod, na terça-feira, para observar manobras militares conjuntas com Belarus. Essa visita, que foi coberta pela televisão estatal russa, destaca um momento crucial nas relações militares entre os dois países, especialmente em tempos de tensão na Europa Oriental.

A visita e as manobras militares

Vestindo um traje militar, Putin se reuniu com altos oficiais de guerra no campo de treinamento de Mulino. Durante a visita, ele recebeu relatórios do Ministro da Defesa Andrey Belousov e seu vice, além de inspecionar equipamentos militares que incluíam motocicletas, quadriciclos, armas antidrone e sistemas de radar. News.Az aponta que esta é uma rara aparição de Putin em trajes militares desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, apesar de seu título de "Comandante Supremo" das forças armadas russas.

Dimensões das manobras

De acordo com declarações transmitidas pelo canal estatal Russia-1, Putin afirmou que cerca de 100 mil militares participaram dos exercícios em 41 campos de treinamento, utilizando aproximadamente 10 mil equipamentos militares. Ele destacou que mais de 247 embarcações, incluindo navios de superfície, submarinos e embarcações de apoio, estiveram envolvidas nas manobras.

O objetivo dessas operações, conforme relatado por Putin, é treinar elementos necessários para a proteção incondicional da soberania e da integridade territorial do que eles chamam de Estado da União, referindo-se à aliança russo-bielorrussa.

Reações da comunidade internacional

No mesmo dia, 16 de setembro, a Rússia e Belarus concluíram cinco dias de manobras conhecidas como Zapad-2025, durante as quais ensaiaram o lançamento de armas nucleares táticas russas. Essa movimentação foi condenada por oficiais ocidentais como uma demonstração agressiva de poder militar. A OTAN reagiu com preocupação, com a Polônia fechando sua fronteira com Belarus e deslocando 40 mil soldados para suas fronteiras como parte de exercícios próprios. O Kremlin, no entanto, desmereceu os temores da Europa, classificando-os como uma "sobrecarga emocional".

A postura de Belarus

O líder bielorrusso Alexander Lukashenko minimizou as preocupações dos países vizinhos, afirmando que "não estamos planejando ameaçar ninguém com isso". Ele comentou à agência de notícias estatal Belta que Rússia e Belarus estavam "praticando tudo, desde o disparo de armas convencionais até ogivas nucleares". Lukashenko enfatizou que essas são práticas necessárias, questionando: "De outro modo, por que estariam em território bielorrusso?"

Além disso, o chefe do Estado-Maior bielorrusso, Pavel Muraveyko, declarou que os exercícios Zapad tiveram ênfase especial no planejamento e consideração do uso de armas nucleares não estratégicas, assim como na avaliação e implantação do complexo de mísseis móveis Oreshnik.

O potencial militar da Rússia

O míssil Oreshnik, que Putin afirmou ser impossível de interceptar, foi usado pela primeira vez contra a Ucrânia em novembro de 2024 e deverá estar permanentemente estacionado em Belarus ainda este ano. Mídias estatais russas alardearam que o Oreshnik poderia atingir uma base aérea na Polônia em apenas 11 minutos e a sede da OTAN em Bruxelas em 17.

Uma outra informação relevante foi que o Ministério da Defesa da Rússia revelou que bombardeiros estratégicos Tu-160, capazes de carregar cargas nucleares, realizaram lançamentos simulados de mísseis de cruzeiro sobre o Mar de Barents, ao norte dos países nórdicos.

A situação na Europa Oriental continua a ser motivo de crescente preocupação, com as manobras militares da Rússia e Belarus refletindo uma dinâmica de tensão que pode impactar a segurança regional. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos e as reações dos países vizinhos.

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