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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Professora da UFPR sofre agressão verbal e cusparada em campus

<p> A diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR, Melina Fachin, foi alvo de agressões no campus. Veja os detalhes do incidente.</p>

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No último dia 15 de setembro, a professora e diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Melina Fachin, foi agredida verbalmente e alvo de uma cusparada enquanto deixava a Faculdade de Direito da instituição. O incidente ocorreu em um momento de tensão crescente na universidade e chamou a atenção pela natureza violenta do ataque, especialmente considerando que Melina é filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Agressão no campus e repercussões

A agressão aconteceu no final da tarde de sexta-feira, quando um homem se aproximou da professora e, além de cuspir nela, a xingou com termos ofensivos, entre eles "lixo comunista". Melina ainda não fez uma declaração pública sobre o ocorrido, mas seu marido, o advogado Marcos Gonçalves, se manifestou nas redes sociais, caracterizando o ato como uma "agressão covarde". Ele relatou que o agressor não se identificou e que a ação foi completamente injustificável.

Discurso de ódio e suas consequências

Em sua nota, Gonçalves relacionou a agressão ao clima de hostilidade alimentado por discursos de ódio, common intensificados nas esferas políticas mais radicais. Ele disse que "esta violência é fruto da irresponsabilidade e da vilania de todos aqueles que se alinharam com o discurso de ódio propalado desde o esgoto do radicalismo de extrema direita", enfatizando a necessidade de cautela em momentos de polarização intensa política.

Contexto universitário e a liberdade de expressão

O ataque verbal e físico contra Melina não é um episódio isolado. Ele acontece em um ambiente universitário já tenso, que, na semana anterior, viu estudantes bloquearem o acesso ao prédio onde ocorreria um evento intitulado "Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?", promovido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento foi cancelado, mas a presença de figuras ligadas a esse grupo no local gerou desconforto e revolta entre os alunos, que alegaram que tal iniciativa era uma provocação à democracia.

Em sua declaração, Gonçalves também criticou o tratamento dado à manifestação pacífica dos estudantes, que culminou na alegação de violência policial contra os mesmos. Esse contexto sugere uma escalada de tensões na relação entre a comunidade estudantil e alguns setores da política, elevando a preocupação sobre a segurança e a liberdade de expressão nas instituições de ensino superior.

Solidariedade e repúdio à violência

Após o ataque, expressões de solidariedade a Melina emergiram, incluindo uma nota publicada pelo Centro de Estudos da Constituição da UFPR, que repudiou o ataque e afirmou ser um indicativo grave da intolerância que permeia atualmente o ambiente acadêmico. A nota reforçou que a violência física e verbal busca intimidar e silenciar vozes divergentes, o que é profundamente antidemocrático e inaceitável em uma universidade pública.

O texto da nota destacou que "não se trata de um episódio isolado: é um sintoma grave da intolerância e do autoritarismo que ameaçam transformar o espaço universitário e democrático em palco de violência e silenciamento". Além disso, o Projeto das Promotoras Legais Populares de Curitiba e o Grupo de Pesquisa em Direito Constitucional da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também se manifestaram, reconhecendo a relevância do trabalho de Melina na defesa dos direitos humanos.

O impacto da agressão em uma sociedade polarizada

O caso se torna emblemático em um momento em que o discurso de ódio e a polarização política ameaçam a convivência pacífica e o respeito à diversidade de opiniões no Brasil. A frequente ocorrência de agressões a figuras públicas, especialmente aquelas alinhadas a visões contrárias, compreende um campo minado onde liberdade de expressão e segurança coexistem de forma precária.

Enquanto a comunidade da UFPR se une em solidariedade a Melina, o acontecimento levanta questões sobre o futuro dos espaços acadêmicos, onde o respeito à pluralidade de ideias deve ser garantido e defendido, longe de atos de violência e desrespeito.

É fundamental que a sociedade se reuna contra qualquer forma de agressão e que atuações incondicionais sejam promovidas para proteger os direitos fundamentais de todos os cidadãos, especialmente em ambientes educativos onde o diálogo e a convivência pacífica devem prevalecer.

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