Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

Política

Trump apresenta cinco exposições do Smithsonian como problemáticas — e a reação é de perplexidade

<p> Exibições do Smithsonian sobre história, política e sociedade são alvo de críticas após ordem do governo Trump para revisão. Entenda o que está em jogo.</p>

Compartilhe
WhatsApp

O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva denominada "Restaurando a Verdade e a Sanidade à História Americana" que prevê uma revisão de exposições do Smithsonian Institution consideradas problemáticas pelos conservadores. As ações geraram reações intensas, com muitos questionando a justificativa e o impacto dessas críticas na memória coletiva.

Exibições do Smithsonian sob o foco do governo Trump

Segundo relatos, cinco exposições específicas foram apontadas pela Casa Branca como problemáticas, levantando debates sobre a liberdade acadêmica e a representação da história. Entre elas, está a exposição sobre a democracia, que apresenta cartazes de protestos por causas variadas, incluindo direitos LGBTQ+, movimentos anti-guerra e pró-vida.

Jake Tapper, âncora da CNN, visitou o Smithsonian para conferir de perto essas exibições. Ele destacou que a afirmação de que a mostra retrata somente "causas de esquerda" é incorreta. "Eles afirmam que essa parte da exposição é sobre demonstrações, mas a leitura deles distorce o conteúdo", afirmou Tapper no vídeo que viralizou nas redes sociais.

Outras exposições atacadas pelo governo Trump

"Mantendo o voto"

Essa exposição aborda a história de obstáculos criados por oficiais eleitorais para dificultar o acesso ao voto de grupos como afrodescendentes e outros minoritários. A intentona, segundo críticos, é uma tentativa de desacreditar a luta por direitos civis.

"Salão do povo americano"

Outro ponto de controvérsia é uma réplica da Estátua da Liberdade, que na exibição apresenta uma trabalhadora agrícola carregando produtos ao invés do tradicional livro e tocha. A mudança provocou debates sobre o significado e a narrativa da liberdade.

"Doutor Franklin elétrico"

Nesse espaço, o destaque é a invenção de Benjamin Franklin, mas há menções frequentes à sua posse de escravizados, cujo trabalho foi fundamental para seus estudos e invenções. A crítica está na abordagem da história de Franklin de forma mais ampla.

Exposição de Title IX e atletas transgênero

Uma jovem atleta transgênero não binária, Leo Baker, aparece na exposição, o que levou a questionamentos por parte do governo Trump. O tema divide opiniões, com defensores destacando a inclusão e críticos alegando censura.

Reação pública e debates atuais

Respostas variadas surgiram nas redes sociais. Alguns defendem a liberdade de mostrar toda a complexidade da história, argumentando que "a história inclui coisas ruins". Outros criticam a tentativa de censurar narrativas e veem a iniciativa como uma ameaça ao ensino livre e imparcial.

"História não é um destaque de coisas boas ou ruins, é uma narrativa completa", comentou um usuário. Outros relataram preocupações com o avanço de uma postura autoritária, afirmando que "é uma forma disfarçada de fascismo".

Respostas oficiais e o que esperar

Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre as críticas às exposições. Especialistas apontam que a tentativa de editar ou censurar partes da história pode gerar precedentes perigosos para a educação pública e a preservação da memória social.

O Smithsonian, por sua vez, reafirmou seu compromisso com uma abordagem inclusiva e plena da história, ressaltando o valor de todas as narrativas para compreender o passado. O cenário aguarda os desdobramentos dessa polêmica, que pode impactar o debate sobre ensino, memória e censura.

Leia também