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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Preocupações dos médicos com o cenário atual da COVID-19

<p> Infectados aumentam, vacinação fica confusa e desigualdade ameaça avanço no combate ao vírus, alertam especialistas.</p>

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A pandemia de COVID-19 voltou a preocupar os especialistas devido ao aumento de casos em várias regiões, às regras de vacinação cada vez mais complexas e às desigualdades no acesso às vacinas em meio ao frio que se aproxima, potencializando riscos à saúde pública no país.

Vacinação mais restrita e confusa gera preocupação

Enquanto no ano passado pessoas de seis meses ou mais podiam se vacinar, neste ano as regras estão mais rígidas, limitando a imunização a idosos acima de 65 anos ou a pessoas menores de 65 com condições de saúde específicas. Essas diretrizes variam de estado para estado, dificultando o acesso ao imunizante.

“É uma bagunça. Com essas novas restrições da FDA, a vacinação virou uma caça ao tesouro que depende muito do lugar onde você mora”, afirma a médica Oni Blackstock, especialista em justiça racial e saúde, ao HuffPost. Estados como Nova York liberaram a vacina para todos, independentemente do critério, enquanto outros, como Geórgia e Louisiana, exigem prescrição médica ou restringem ainda mais o acesso, inclusive por falta de oferta em algumas farmácias.

Riscos para crianças abaixo de 2 anos e o aumento do Long COVID

O medo maior dos pediatras é com as crianças menores de dois anos, que têm acesso limitado à vacina e correm risco de desenvolver formas graves da doença. “Esses pequenos frequentemente acabam internados, em CTI ou leitos convencionais, necessitando de oxigênio ou suporte ventilatório”, alerta a pediatra Anita Patel.

Vacinar crianças e adultos ajuda a reduzir casos de COVID prolongado, conhecido como Long COVID, que provoca sintomas como fadiga, dores de cabeça e dificuldades respiratórias por semanas ou anos após a infecção, além de diminuir riscos de coágulos e AVCs, segundo estudos.

Desigualdade de acesso e sobrecarga hospitalar

Questões como a necessidade de prescrição para vacinar, presentes em alguns estados, aprofundam a disparidade no acesso às imunizações, prejudicando populações mais vulneráveis, como os moradores de comunidades sem atenção médica adequada.

“Quem não tem um médico de referência fica mais vulnerável, e isso pode levar a piores resultados em grupos já desfavorecidos”, comenta o médico Eric Burnett, alertando para a possibilidade de aumento na demanda por hospitais durante o inverno, quando doenças respiratórias ficam mais frequentes.

Hospitalizações aumentam com o retorno de doenças respiratórias

Burnett também observa o crescimento de atendimentos emergenciais, ainda que com poucas ocorrências graves de COVID até agora, mas com sinais de que a situação pode piorar na temporada de doenças virais. “Estamos lidando com as consequências da pandemia, que gerou uma enorme quantidade de doenças crônicas e impacto na infraestrutura de saúde”, explica.

Devido ao colapso do sistema de saúde, pacientes com outros problemas, como fraturas ou ferimentos, enfrentam longas esperas. “A sobrecarga ameaça a saúde pública, e precisamos de atenção redobrada para evitar que o sistema entre em colapso total”, conclui Burnett.

Profissionais ressaltam a importância de manter a vacinação em dia e acompanhar as orientações, mesmo diante das confusões atuais, para evitar uma crise maior na saúde do país.

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