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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Trump minimiza violência doméstica ao afirmar que brigas no lar não são crimes

<p> Ex-presidente afirmou que disputas familiares, como “briga com a esposa”, não deveriam contar como crime, gerando forte repercussão.</p>

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Durante um evento no Museu da Bíblia, em Washington, DC, nesta segunda-feira (8), Donald Trump fez comentários polêmicos ao sugerir que disputas domésticas não deveriam ser consideradas crimes. Ele afirmou que brigas no lar, como “uma pequena discussão com a esposa”, têm sido usadas para inflar as estatísticas de criminalidade na cidade, prejudicando sua avaliação de segurança pública.

Declarações controversas sobre crimes em domicílio

Em vídeo que viralizou nas redes sociais, Trump declarou: “Coisas que acontecem em casa, eles chamam de crime. Sabe, eles fazem de tudo para achar algo. Se um homem tem uma discussão com a esposa, dizem: ‘Isso foi um crime, veja?’ Assim, eu não posso alegar 100%.”

A afirmação gerou forte reação de especialistas, ativistas e críticos, que consideram a fala um profundo equívoco e uma ignorância sobre o impacto da violência doméstica na sociedade.

Impacto da violência doméstica na sociedade e na violência comunitária

De acordo com a 19th News, especialistas alertam que conflitos domésticos muitas vezes antecedem homicídios relacionados à violência de gênero e episódios de violência comunitária, incluindo tiroteios em massa. Uma fonte da Coalizão de DC contra Violência Doméstica destacou que, em quase 70% dos tiroteios em massa, o autor matou parceiros, familiares ou tinha histórico de violência doméstica.

Dados nacionais indicam que 40% das mulheres e 25% dos homens já sofreram violência física, sexual ou stalking por parte de um parceiro íntimo, enquanto em Washington, quase metade das mulheres e mais de 40% dos homens relataram ter vivenciado violência ou stalking ao longo da vida, conforme relatório local.

Desmonte de recursos e a negação do problema

Desde que assumiu o cargo, a administração Trump promoveu cortes de milhões de dólares em áreas de apoio às vítimas de crimes violentos, incluindo vítimas de violência doméstica. A procuradora-geral, Pam Bondi, chegou a elogiar esses cortes, alegando que os recursos eram “desperdício” e citando exemplos considerados políticos, como apoio à comunidade LGBTQ+.

Especialistas reforçam que a minimização das disputas domésticas serve como fator de risco, já que muitas dessas situações evoluem para homicídios e violência de massa. Isso contrasta com o fato de Trump ter sido condenado por um juiz por estupro e de ter várias acusações de má conduta sexual por 27 mulheres, além de ter feito declarações de conivência com comportamentos abusivos, como “você pode fazer qualquer coisa” com mulheres.

Repercussões e recomendações

Ativistas e especialistas destacam que desconsiderar a gravidade da violência doméstica é um erro que pode custar vidas. Organizações de apoio às vítimas aconselham buscar ajuda imediatamente em casos de risco, através do Disque 180 ou do 988 para emergências.

O episódio reacende o debate sobre a importância de reconhecer e tratar o tema da violência doméstica com seriedade e responsabilidade, especialmente por figuras públicas que influenciam a opinião da sociedade.

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